Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Geração de emprego em janeiro tem segundo melhor resultado desde 1992

O Brasil gerou 152.091 empregos formais em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Foram admitidos 1,65 milhões e demitidos 1,49 milhões de trabalhadores.

É o segundo melhor saldo da série histórica, que teve início em 1992. O melhor saldo para meses de janeiro foi em 2010, com a geração de 181.418 empregos formais.

Os setores que mais contribuíram para o saldo positivo foram os de serviços (71.231), da indústria de transformação (53.207) e da construção civil (33.358).

Por fatores sazonais, os únicos setores que apresentaram saldo negativo foram o comércio (-18.130) e a administração pública (-1.042).

O Sudeste foi a região que apresentou a maior geração de empregos (71.095), seguido do Sul (49.075) e do Centro-Oeste (28.552).

Por Roberta Lopes – Agência Brasil

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Brasil crescerá mais que a América Latina e o mundo em 2011

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento da América Latina e o Caribe para 4,3% em 2011.
A elevação de 0,3 ponto percentual consta em um relatório atualizado de perspectivas mundiais divulgado nesta terça-feira (25/1).
No caso do Brasil, o FMI prevê um crescimento de 4,5% este ano, resultado 0,4 ponto percentual maior que o da estimativa anterior, divulgada em outubro. Para 2012, o resultado permaneceu inalterado em 4,1%.
Para 2012, o Fundo prevê um crescimento de 4,1% para toda a região, levemente inferior (-0,1 ponto percentual) à estimativa do fim do ano passado.
Apesar da melhor nas projeções, o FMI alertou para a existência de uma longa lista de riscos para a economia mundial e, em particular, aos países emergentes.
Estes países devem estar atentos para impedir que uma aquecimento exagerado da economia.
Riscos
As previsões para o crescimento da China e da Índia ficaram estáveis em 9,6% e 8,4%, respectivamente.
"Em muitas economias emergentes, a atividade continua sendo vigorosa, surgem as pressões inflacionárias e também sinais de superaquecimento, provocados em parte pela entrada importante de capitais", ressalta o informe.
Estes países devem impedir que suas economias saiam do rumo, segundo o Fundo.
"Em algumas economias da Ásia e da América Latina a dívida privada não financeira está se aproximando dos coeficientes máximos registrados entre 1996 e 2010" advertiu o FMI.
A instituição, que recentemente manifestou apoio às medidas de controles do fluxo de capital do Brasil, explica que "a necessidade de políticas macroprudenciais também é muito relevante para as economias de mercados emergentes cuja capacidade de absorção dos fluxos de capital é limitada".
"Até o momento, as bolhas de preços dos ativos e o auge de crédito parecem estar limitados a alguns setores de alguns países", completa o relatório, que destaca que as autoridades financeiras não devem baixar a guarda.
O Fundo também se mostra preocupado com os sintomas de "fadiga" das reformas de regulamentação financeira, necessárias para evitar uma nova crise.
Mundo
A instituição prevê um crescimento de 4,4% este ano para o mundo, contra 4,2% previstos em outubro, segundo o documento publicado em Johannesburgo.
Para os Estados Unidos o crescimento será de 3%, contra os 2,3% previstos anteriormente.
A explicação para a mudança foi a decisão de Washington de prolongar durante dois anos as reduções de impostos decididas em 2001 e 2003, o que adicionará meio ponto de crescimento em 2011.
Para a Zona do Euro, a previsão permaneceu inalterada, a 1,5%. Segundo o FMI, a crise da dívida pública no bloco marcará o rumo econômico da região, mas não deve provocar impacto fora dela.
"A recuperação a duas velocidades da economia mundial persiste, de acordo com o Fundo.

Desemprego no Brasil já é menor que em país rico

“Pela primeira vez, o Brasil apresenta uma taxa de desemprego abaixo dos países ricos e, pelo menos nas áreas metropolitanas, abaixo da média mundial. Além disso, um jovem em busca de emprego encontrará uma oportunidade mais facilmente no Brasil do que nas grandes cidades européias ou americanas.

Pela primeira vez, há mais jovens desempregados nos Estados Unidos e na Europa que no Brasil, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O problema é que a qualidade dos empregos ainda é baixa e o país não consegue gerar maior produtividade ao trabalhador, que começa a ser superado pelos chineses.

O fenômeno da troca de posições entre emergentes e ricos é um espelho de uma situação no mercado de trabalho que tem surpreendido até mesmo os especialistas. "Hoje, o Brasil está em uma situação melhor que antes da crise em termos de geração de emprego", afirma Theo Sparreboom, economista da OIT.

Antes da crise, em 2007, a taxa de desemprego no Brasil era de 8,2%. Hoje, é de 5,7%. Em 2007, o mundo apresentava desemprego de 5,6%. Hoje, chega a 6,2%. Nos países ricos, a taxa é de 8,8% em 2010, ante meros 5,8% em 2007.”

Por Monitor Mercantil

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Investimento da União atinge 3,5% do PIB

O investimento da União e das estatais federais subiu pelo sétimo ano seguido em 2010, atingindo perto de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo números da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O volume investido é um pouco superior aos 3,26% do PIB de 2009 e mais que o dobro do 1,59% do PIB registrado em 2003. As inversões do governo federal tiveram um impulso mais significativo em 2006, ganhando fôlego nos anos seguintes com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2007.

Entre as estatais, o grande destaque é a Petrobras, que, sozinha, investiu o equivalente a 2,03% do PIB nos 12 meses até outubro. É quase 70% a mais que o 1,21% do PIB investido pela União nos 12 meses até novembro de 2010. Uma pequena parte dos investimentos da Petrobras é feita fora do país, em torno de 5% do total.

Nesse quadro, a União e as estatais federais responderam por 17,9% do total investido na ampliação da capacidade produtiva no ano passado, considerando que a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) ficou em 19% do PIB em 2010 e a Petrobras faz 95% das inversões dentro do país. Em 2009, a fatia federal no investimento total havia sido um pouco maior – 18,7% de uma formação bruta de capital fixo de 16,9% do PIB.

Isso ocorreu porque, com a crise global, as inversões públicas se ampliaram no momento em que o setor privado se retraiu. Os números de 2009 e 2010 mostram que houve mudança significativa da participação da União e das estatais no investimento total em relação aos anos anteriores. Em 2003, ano de forte ajuste fiscal, a fatia foi de 10%. Mesmo em 2008, quando o investimento público já estava em recuperação, não chegou a 13,5%.

As inversões do governo federal ganham força a partir da segunda metade da década, depois de alguma recuperação esboçada em 2004 e 2005. O professor Francisco Luiz Lopreato, da Unicamp, diz que houve uma mudança de orientação na política econômica a partir de 2006, abrindo espaço para uma elevação mais consistente do investimento público.

Entre outras medidas, ele lembra que o governo lançou o PAC e fortaleceu as estatais e os bancos públicos, como o BNDES, além de ter reduzido o superávit primário (a economia para pagar os juros da dívida) a partir de 2009, para combater os efeitos da crise global. Com isso, os investimentos federais atingiram um nível que já faz diferença para a atividade econômica, acredita Lopreato. “A visão se tornou mais desenvolvimentista a partir de 2006, com a saída de Antonio Palocci e a entrada de Guido Mantega na Fazenda.”

Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, houve uma percepção de que os investimentos precisavam se intensificar “desde 2007, com o PAC.” O problema, na visão de Vale, é que o “programa ainda não funciona efetivamente, com muita concentração em projetos da Petrobras e da Eletrobras “.

Ele reconhece a “tentativa de aceleração dos investimentos” a partir da crise global, mas observa que, mesmo com a alta recente, o volume de investimento público no Brasil é pequeno em relação ao dos outros emergentes, “onde, em geral, fica acima de 7% do PIB”. Se forem incluídas as inversões de Estados e municípios, o volume investido pelo setor público brasileiro em 2010 ficou em 5,1% do PIB, segundo números do Ministério da Fazenda.

Vale também vê com preocupação o fato de o volume de investimentos ser muito concentrado na Petrobras, que responde por quase 60% da soma de gasto da União e das estatais federais em 2010.

A análise das inversões da Petrobras ao longo da década mostra um salto impressionante a partir de 2002, quando a empresa passou a investir mais que a União. Em 2009, o volume investido pela companhia, equivalente a 1,97% do PIB, foi quase duas vezes superior ao 1,01% do investimento do governo federal. Para os próximos anos, a expectativa é que a empresa continue nessa trajetória, por conta da exploração do petróleo na camada pré-sal.

O economista Cláudio Fritschak, presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, diz que houve um esforço nos últimos anos para aumentar o investimento público, mas também considera muito baixo o volume destinado à infraestrutura. Ele estima que, entre 2008 e 2010, o país investiu no setor, somando recursos públicos e privados, uma média anual de 2,42% do PIB, abaixo dos 3% do PIB que seriam necessários para evitar a degradação do estoque de capital já existente.

Para Frishtak, enfrentar a questão fiscal é decisivo para elevar os recursos para a infraestrutura, por dois motivos. O primeiro é controlar o ritmo de alta dos gastos correntes (pessoal, aposentadorias, custeio da máquina) para abrir espaço para o investimento público crescer mais. O outro é permitir uma redução dos juros que facilite a criação de um mercado de títulos privados de longo prazo, importante para desenvolver alternativas para financiar o investimento por períodos dilatados.

Um dos principais desafios do governo neste ano será manter em alta a trajetória do investimento num quadro de ajuste fiscal. Se quiser buscar a todo custo a meta de superávit primário de 3,1% do PIB, será necessário sacrificar investimentos, dizem especialistas em contas públicas como Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para Vale, como os investimentos são prioridade para a presidente Dilma Rousseff, não deverá haver corte das inversões, que tenderiam a continuar a crescer acima da variação do PIB. Uma das consequências é que a meta fiscal não deverá ser cumprida, acredita ele.

Por Sergio Lamucci – Valor Econômico

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ofertas aumentam 25,7%

O mercado de trabalho fechou 2010 com crescimento de 25,66%, na comparação com 2009. Segundo um estudo realizado pela Ricardo Xavier Recursos Humanos, no ano passado, foram contabilizadas 27.073 vagas, contra 21.543 em 2009.

Somente em dezembro, foram criados 1.457 postos de trabalho, o que representa alta de 9,79%, na comparação com o último mês do ano anterior. Já no confronto com novembro, houve queda de 32,67%.

“A diminuição na abertura de vagas para executivos em dezembro [em relação a novembro] é algo natural. O aumento do número total de vagas para executivos em dezembro em relação a 2009 foi muito positivo e já sinaliza que 2011 deve ser ainda mais aquecido, com a abertura de oportunidades nos mais variados setores”, explica o presidente da Ricardo Xavier, Hélio Terra.

Áreas que mais contrataram
Em relação às áreas que mais contrataram em dezembro, o destaque foi a comercial, responsável por 10,3% do total de posições. Em seguida, aparecem engenharia, com 9,8%, e recursos humanos (7,1%). Os outros segmentos que também se destacaram foram industrial (6,9%), de tecnologia da informação (5,1%) e administrativo (4,8%).

Os dados indicam ainda que, em dezembro, assim como aconteceu nos meses anteriores, os engenheiros permaneceram na liderança dos profissionais mais procurados no mercado de trabalho, com 22,8% do total das vagas, conforme o ranking abaixo:

Profissões Graduação Vagas
Engenharia 22,8%
Administração 10,72%
Ciências Contábeis 5,77%
Economia 3,1%
Propaganda/Publicidade e Marketing 2,83%
Tecnologia da Informação 2,18%
Direito 1,31%
Psicologia 1,14%
Química 0,98%
Comércio Exterior 0,65%


Por Correio do Estado

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

The Economist: Brasil se tornará sétima maior economia em 2011

Na edição especial “O mundo em 2011”, a revista semanal inglesa “The Economist”, projeta que o Brasil se tornará a sétima maior economia do planeta este ano, com Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 tri de dólares.

Em 2002, o PIB brasileiro era de US$ 450 bilhões, o que garantia a 12ª posição no ranking das maiores economias do planeta, atrás de países como Coréia do Sul, México, Espanha, Canadá e Itália. Nações que, de acordo com a publicação britânica, serão deixadas para trás em 2011 pela economia nacional.

Atualmente, o Brasil já é a oitava maior economia global e teve PIB acima de US$ 1,9 tri em 2010. Para que salte para a sétima posição, será necessário desbancar a economia italiana, que nunca antes foi menor do que a brasileira. É é isso que acontecerá nos próximos 11 meses, segundo os analistas ingleses. Para eles, o PIB italiano não deve passar de R$ 1,8 tri neste período. Confira:
Ranking The Economist das maiores economias em 2011

1. Estados Unidos – US$ 14,996 tri
2. China – US$ 6,460 tri
3. Japão – US$ 5,621 tri
4. Alemanha – US$ 3,127 tri
5. França – US$ 2,490 tri
6. Reino Unido – US$ 2,403 tri
7. Brasil – US$ 2,052 tri
8. Itália – US$ 1,888 tri
9. Índia – US$ 1,832 tri
10. Rússia – US$ 1,737 tri
11. Canadá – US$ 1,616 tri
12. Espanha – US$ 1,337 tri
13. Austrália – US$ 1,190 tri
14. México – US$ 1,119 tri
15. Coreia do Sul – US$ 1,094 tri

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, prevê que, uma vez que está em rápido desenvolvimento, o Brasil pode ser a quarta economia mundial em 2050, perdendo apenas para Índia (3ª), Estados Unidos (2ª) e China (1ª).

Brasília Confidencial

Confira também

A nova face da moeda

Brasil crescerá mais que a América Latina e o mundo em 2011

Real valoriza 108% ante o dólar no governo Lula e supera sete moedas

Após recorde, efetivação de temporários indica que nível de emprego segue firme

Depois de um ano recorde de contratações, que terminou com um saldo de 2,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, a perspectiva é de que o emprego continue firme em 2011, especialmente na indústria.

Só a Zona Franca de Manaus, que reúne a maioria dos fabricantes de eletroeletrônicos e motocicletas, além de produtos químicos, vai efetivar cerca de 7 mil trabalhadores temporários. Eles foram contratados a partir de outubro para incrementar a produção de fim de ano.

“Até o fim deste mês, 80% dos trabalhadores temporários serão aproveitados. No ano passado, foram efetivados perto de 5 mil trabalhadores e o índice de aproveitamento de temporários foi bem menor, entre 40% e 50%”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Eletroeletrônicos de Manaus, Wilson Périco.

O empresário explica que a maioria dos trabalhadores temporários que serão efetivados está no setor eletroeletrônico e que o aumento do emprego reflete a demanda “bastante aquecida” neste início de ano, especialmente por televisores. “Como as vendas de Natal superaram as expectativas, os estoques de produtos acabados caíram no varejo e agora estão sendo repostos.”

Pelo segundo ano consecutivo, a coreana Samsung vai contratar a totalidade dos trabalhadores temporários, conta o vice-presidente de Novos Negócios da empresa, Benjamin Sicsú. São perto de 800 trabalhadores que serão efetivados. O executivo pondera que nem sempre é o mesmo trabalhador que vai ocupar a vaga, por questões de qualificação e perfil. Mas o total dos postos temporários será transformado em empregos efetivos.

O aumento das contratações com carteira assinada na Samsung neste início de ano resulta, segundo Sicsú, da combinação de três fatores: as novas linhas de produção implantadas em Manaus (aparelhos de ar-condicionado, tela de LCD e celular), aumento da participação de mercado e verticalização da produção. “Neste ano, vamos começar a fazer a injeção dos gabinetes das TVs na fábrica”, conta Sicsú.

“O início de ano está forte e poderemos repetir a venda de 11 milhões de TVs”, diz Lourival Kiçula, presidente da Eletros, que reúne as indústrias do setor.

Sondagem da indústria de transformação da FGV, com cerca de mil empresas de vários setores, aponta que 31% das indústrias planejam contratar no trimestre dezembro/fevereiro e 5,7%, demitir. Em novembro, os indicadores eram 28,6% e 7,8%, respectivamente.

Consumo. Pesquisa de intenção de compra de bens duráveis para este trimestre, feita pelo Provar com a Felisoni Consultores, revela que 71,80% dos cerca de 500 entrevistados em São Paulo pretendem ir às compras até março. E o produto líder é o eletroeletrônico (12,4%), seguido por material de construção (10,2%). A intenção de compras para este trimestre é menor ante o mesmo período de 2010, quando 77,2% declararam que comprariam. “O resultado deste ano é menor que em 2010, mas ainda assim será um início de ano muito bom”, afirma Claudio Felisoni, responsável pela pesquisa.

Por Márcia De Chiara – O Estadode São Paulo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Venda de "Brasil" cresceu 9.000%

Com aumento da desnacionalização, país atraiu mais investimentos que China

O Brasil já apresenta taxa de expansão de investimentos do exterior superior à da China. E, pela primeira vez, está entre o dez maiores destinos de investimentos no mundo, superando economias como Japão e Itália e quase se igualando à Alemanha.

Os dados divulgados pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) confirmam uma transformação profunda na economia mundial.

O avanço do Brasil, porém, é fruto, em grande medida, do aumento da desnacionalização da economia, com a transferência de patrimônio nacional crescendo em cerca de 9.000% entre 2009 e 2010. Esse volume é superior ao gasto na China e duas vezes mais que as aquisições mundiais na França.

Pela primeira vez, os emergentes receberam mais investimentos que os ricos, que ainda convivem com estagnação econômica, alta taxa de desemprego e crises no mercado financeiro.

Os dados do Brasil, porém, foram amplamente inflacionados pela transação da Telefónica no mercado nacional. No geral, os investimentos no mundo estagnaram em 2010, com apenas 0,7% a mais que em 2009, o ano da crise.

Em 2010, somaram US$ 1,12 trilhão, ante US$ 1,11 trilhão em 2009. Essa estagnação ocorreu principalmente por causa dos países ricos, com queda de 7% no fluxo de investimentos em 2010.

A Europa registrou recuo de 22% ano passado, e o Japão, de 83%. Países como Irlanda sofreram queda de 66% no fluxo de investimentos, ante 20% na Dinamarca, 55% em Luxemburgo e 38% na Grécia.

Já os Estados Unidos receberam 43% mais em 2010 que em 2009. Mas isso significou apenas recuperação modesta em relação a dois anos de quedas profundas.

Apesar de receber investimentos, o país terminou 2010 com volume equivalente a apenas 50% do que há três anos.

Por Monitor Mercantil

A ascensão dos filhos da classe C

O pedreiro Domingos Ferreira de Sousa, 59 anos, e a mulher Luzia Prudêncio Sousa, 57, comemoram o sucesso dos filhos. “Não tive a oportunidade de estudar, mas estou realizado. Meus meninos se arranjaram na vida”, diz Domingos. Responsável pelo sustento da família, o patriarca sofreu para garantir a educação da prole. Como muitos migrantes, encontrou em Brasília a possibilidade de ascensão. Após concluir a 3ª série do ensino fundamental, iniciou a vida profissional como trabalhador rural no sertão do Piauí, mas foi na construção civil que ergueu o futuro. “Existiam muitas obras na cidade. Foi uma boa opção de emprego”, ressalta.

Quintino dos Santos Sousa, 24 anos, não seguiu os passos do pai, Domingos. Foi além. Com o diploma do ensino médio na mão, fez concurso para o metrô do DF e hoje é agente de estação metroviária. “Lá em casa, tínhamos que estudar. Essa era a única opção para subir na vida e meus pais sempre acreditaram nisso”, conta. Em 2007, ele ingressou na universidade, onde cursa administração. “Ainda pretendo fazer outro curso superior.” Os outros três filhos do casal também alcançaram um nível acima do atingido pelos pais. Na casa de Domingos, moram um estudante de arquitetura, uma professora e uma servidora pública.

A história da família Sousa está se tornando comum. Os filhos da classe C têm cada vez mais acesso à educação. Por causa disso, conseguem empregos que pagam salários melhores e formam a nova classe média emergente do país. Um estudo elaborado pelo instituto Data Popular mostra que, enquanto a moçada de 18 a 25 anos exerce funções como as de atendente em telemarketing e operador de caixa, os mais velhos, de 45 a 65 anos, trabalham, majoritariamente, como pedreiros, cozinheiros e domésticos, empregos que exigem menos qualificação.

Os dados comprovam também que, na classe C, 76% dos jovens trabalham. Nas A e B, o índice cai para 72%. Além disso, os novos emergentes se mostram com maior independência financeira: somente 16% recebem algum tipo de ajuda mensal dos pais. Para os representantes das classes A e B da mesma faixa etária, a mesada chega a 25% dos casos. O percentual de pessoas da classe C que concluíram o ensino fundamental saltou da geração anterior para a atual. O índice foi de 26% dos pais para 65% dos filhos. Cada ano de estudo, até o ensino superior, significa 15% a mais de rendimento.

A mudança atingiu o perfil de consumo da nova geração de trabalhadores. “Com a idade de Quintino, não imaginávamos ter micro-ondas, máquina de lavar e computador, o que nós temos hoje. Ele pode comprar coisas que sempre teve vontade, mas nós não podíamos dar”, comemora Luzia. Detentores de uma renda total de R$ 96,6 bilhões — mais que o dobro das classes A e B —, os jovens da classe C ganharam poder econômico. Com a renda maior que a dos pais, eles contribuem, em média, com 50% do orçamento familiar, contra apenas 10% dos moços e moças mais ricos. “Ele paga água, luz, telefone e ajuda com a alimentação. Isso dá quase metade das nossas contas”, completa Domingos.

O instituto destaca que o poder de compra dos jovens emergentes favorece a exploração, por parte das empresas, de segmentos como alimentação e vestuário. A indústria automobilística também tem boas oportunidades de negócio entre os jovens da classe C. Cerca de 4,8 milhões deles dizem estar interessados em adquirir um veículo e 4,5 milhões, em comprar uma motocicleta. A auxiliar de contabilidade Janaína Ribeiro Soares, 22 anos, filha da empregada doméstica Erinete Ribeiro de Sousa, 39, representa esse dado. “Depois que consegui um emprego, a primeira coisa que pensei foi em realizar o sonho de comprar um carro, o que não seria possível com a renda da minha mãe”, explica. Com a remuneração mensal, ela paga as parcelas da faculdade e do veículo.

Além do efeito positivo nas rendas familiares da classe C, a nova situação econômica teve impacto nas relações sociais. A analista de sistemas Roberta Gomes de Sá, 30 anos, filha da empregada doméstica Maria Florisa Gomes de Sá, 62, explica que sentiu uma diferença expressiva entre a forma com que era tratada antes e depois de ingressar em uma faculdade. “Antes, eu era a filha da empregada. Algumas pessoas se questionavam sobre como eu poderia fazer curso superior”, lamenta. “Não ser tratada assim foi uma consequência, mas não era meu principal objetivo. Eu não me envergonho da minha mãe. Pelo contrário, me orgulho de que ela tenha batalhado por mim.”

No passado, era comum os pais priorizarem o trabalho, como forma de contribuição nos gastos mensais. Agora, a educação é vista com bons olhos pela classe C — muitos consideram o estudo um investimento a longo prazo. A nova geração também tem notado a importância da especialização. Entre os entrevistados pelo Data Popular, 10% gastam parte do salário em cursos para aumentar a escolaridade e alcançar rendimentos ainda maiores. “Estou realizada com o sucesso da Janaína, mas ainda desejo mais”, confirma Erinete. A filha, que cursa o 4º semestre de ciências contábeis, paga a própria faculdade e pretende ir adiante nos estudos. “Devo fazer uma pós-graduação”, prevê.

Doutorado

A assistente social Sandra Teixeira, 30 anos, driblou as dificuldades e alcançou uma posição privilegiada. Filha do porteiro Gilvanez Teixeira, 58, e da dona de casa Ana Ferreira de Oliveira, 58, a jovem não se contentou com a graduação. Depois do mestrado, foi ao exterior para concluir o doutorado. “Ela acabou de chegar da França. Sempre foi muito estudiosa e está colhendo os frutos”, ressalta o pai. “No nosso tempo, isso era uma coisa muito distante, quase impossível.”

Teixeira fez alguns sacrifícios para que suas três filhas estudassem — manteve dois empregos durante muito tempo, assegurando que não faltassem os itens básicos de alimentação e higiene. “Temos de fazer algumas escolhas. Eu nunca deixei que elas trabalhassem enquanto estavam no ensino médio, para não atrapalhar”, diz. Mas quem cuidava das obrigações diárias era a mãe. “Ela que buscava os boletins e acompanhava nossas notas”, afirma Sandra.

A mais nova da casa, Silvia Teixeira, 25 anos, se inspira no exemplo da irmã. “Faço ciências contábeis e pretendo me especializar em condomínios. É uma área bastante promissora no DF”, constata. Para ela, a importância da educação não é apenas financeira. “É também uma satisfação pessoal. Uma maneira de mostrar que temos uma função na sociedade. Com o tempo, conseguimos enxergar isso.”

Participação

Pesquisa da Plano CDE revela que, em 10 anos, as famílias da classe C representarão 41% dos lares brasileiros. “Essa classe sustentará o crescimento do consumo no país”, observou Luciana Aguiar, sócia da consultoria. De 2002 a 2008, a participação dessa faixa na população saltou de 28% para 34%.

Por Larissa Garcia – Correio Braziliense

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Emergentes serão responsáveis por 46% do crescimento global este ano

Os países emergentes, entre eles Brasil, China e Índia, serão responsáveis por quase metade do crescimento econômico mundial em 2011, segundo estimativa do Banco Mundial (Bird) divulgada ontem. A previsão é de que essas nações representem 46% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o mundo neste ano.

A estimativa do banco é de uma redução no ritmo do crescimento da economia mundial durante este ano, depois de uma expansão de 3,9% em 2010. O Bird prevê um crescimento de 3,3% em 2011, e de 3,6% em 2012. Para o Brasil, o relatório prevê um crescimento do PIB real de 4,5% durante este ano e de 4,1% em 2012.

A média de expansão econômica entre os países ricos deve ficar em 2,4% em 2011. Entre os países em desenvolvimento, a média prevista é de 6% . "É um sinal encorajador, não apenas da saúde financeira dessas economias, mas também do crescente papel que elas vêm desempenhando na economia global", diz Andrew Burns, gerente de Macroeconomia Global do Grupo de Perspectivas de Economias de Desenvolvimento do Banco Mundial.

Burns alerta que o cenário positivo pode mudar caso haja um agravamento na situação fiscal de alguns países europeus. "Essa possibilidade não apenas reduziria o potencial de crescimento da economia europeia, como também poderia resultar em consequências negativas para os emergentes", diz.

O estudo afirma que de uma maneira geral a economia do mundo vem passando "de uma fase de recuperação pós-crise para um crescimento mais lento, porém ainda sólido neste ano e no próximo".

O documento aponta para uma melhora no cenário econômico na América Latina e Caribe. Segundo ele, a região conseguiu sair da crise global de maneira positiva, em comparação tanto com o desempenho do ano anterior como com a recuperação de outras partes do mundo. Para 2010, o Bird prevê que o PIB regional tenha crescido para 5,7%, "semelhante à média registrada no surto de crescimento verificado no período 2004-2009". Segundo o relatório, a leve redução do ritmo de crescimento regional prevista para 2011, se deve a fragilidades na conjuntura econômica em outras partes do mundo.

O Banco Mundial também chama atenção para países da região que estão vulneráveis a fluxos de capital que podem desestabilizar a economia. A atividade econômica da região começou a se recuperar na segunda metade de 2009, com a produção industrial crescendo 10% durante o quarto trimestre.

DCI / PanoramaBrasil

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Gasto da classe C cresceu 6,75 vezes, diz pesquisa

Os gastos da classe C com livros e material escolar foram os que mais aumentaram nos últimos oito anos, na comparação com as demais classes econômicas.

De acordo com pesquisa do Instituto Data Popular, os gastos dos emergentes com esse tipo de produto cresceram 6,75 no ano passado, na comparação com 2002. Considerando as classes D e E, houve um aumento de 4,97 vezes em 2010, sobre o valor despendido em 2002.

Já entre os segmentos mais abastados, classes A e B, o aumento dos gastos com livros e material escolar foi de 2,28 vezes no mesmo período. Segundo a pesquisa, todos os segmentos registraram elevações nos gastos com esse tipo de produto acima da média.

Entre 2002 e 2010, os gastos com livros e material escolar aumentaram 3,63 vezes.

Classe C no topo
Segundo o levantamento, o aumento maior dos gastos com livros e materiais escolares por parte da classe C frente aos outros segmentos deve-se, principalmente, à elevação da renda desse segmento da população.

Com renda maior, a classe emergente passa a diversificar seus gastos, saindo da cesta de produtos essenciais para a compra de outros tipos de produtos. Pesquisa do instituto, divulgada em dezembro, mostrou essa elevação do consumo dos emergentes.

Os números mostram que, entre 2002 e 2010, os gastos em geral da nova classe média brasileira cresceram 6,77 vezes – crescimento maior que os demais segmentos da população. No ano passado, as famílias da classe C gastaram R$ 864 bilhões em produtos e serviços.

Dentre as categorias de consumo que apresentaram aumento no período, viagens e educação foram destaque. A participação dos gastos em educação no total de gastos em produtos e serviços da classe C passou de 2,5% para 2,57% entre 2002 e 2010.

Uma participação ainda modesta, mas em crescimento. Somente em 2010, a classe C gastou R$ 5,29 bilhões em livros e material escolar. Em 2002, foram gastos R$ 784,4 milhões.

Outro motivo que colocou a classe C no topo foi o aumento do número de consumidores que passaram a pertencer a esse segmento, diz o estudo.

Por Correio do Estado

Brasileiro é um dos cinco mais otimistas do mundo

O povo brasileiro é um dos cinco mais otimistas em relação à economia mundial em 2011, de acordo com pesquisa Gallup Internacional.

Apenas 9% dos 2.002 entrevistados do país disseram que esperam um ano de dificuldades econômicas.

O número, semelhante ao da população vietnamita, só é superior ao da Nigéria, 2%.

Questionados sobre o que esperam para 2011, 56% dos brasileiros responderam “prosperidade econômica”.

O país com entrevistados mais pessimistas é a França, onde 61% afirmaram que o ano será de recessão.

Nos Estados Unidos, 45% disseram que 2011 será melhor que 2010, enquanto 22% responderam o contrário.

A pesquisa foi realizada entre outubro e dezembro passados, em 53 países de quatro continentes.

Por Folha de São Paulo

sábado, 8 de janeiro de 2011

Consórcios receberam R$ 49,9 milhões do FGTS

Um total de 2.931 participantes dos consórcios de imóveis utilizaram R$ 49,9 milhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar ou amortizar parcelas, desde que as novas regras para o uso do fundo entraram em vigor, em março de 2010, até o penúltimo mês do ano.

O número de consorciados que empregaram o FGTS corresponde a 0,5% dos 578 mil participantes da categoria registrados em novembro do ano passado. Os dados foram divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) na quinta-feira (6).

Ainda de acordo com a associação, até novembro de 2010, as contemplações nos consórcios de imóveis aumentaram 4,8%, na comparação com o mesmo período de 2009, chegando a 61,7 mil.

De janeiro a novembro do ano passado, a comercialização de novas cotas atingiu 209,4 mil, o que representa uma alta de 11,4%, em relação a igual período de 2009.

Geral
Considerando todos os grupos - veículos, imóveis, bens móveis duráveis e serviços -, o número de participantes ativos no sistema de consórcio chega a 4,03 milhões até novembro de 2010, o que representa uma alta de 5,8% em comparação com 2009.

As vendas de novas cotas cresceram 6,1%, no acumulado do ano, chegando a 1,92 milhão, enquanto as cotas contempladas somaram 905,9 mil no mesmo período.

Por Correio do Estado

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Investimentos no Brasil 'cresceram três vezes mais que média emergente' em 2010

O volume de investimentos externos diretos (IED) para o Brasil cresceu três vezes mais rápido que a média dos países emergentes em 2010, segundo um relatório da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).

A consultoria estima que o Brasil terminou o ano passado com uma entrada de recursos de US$ 37 bilhões – mais que a estimativa de US$ 33 bilhões de analistas do mercado, divulgada no último boletim Focus, do Banco Central.

Se o cálculo da consultoria estiver correto, isso representaria um aumento de quase 43% em relação aos US$ 25,9 bilhões recebidos pelo país em 2009.

No mesmo ano, 40 países emergentes acompanhados pela Economist Intelligente Unit registraram um aumento médio de 14,4%, de acordo com as previsões.

O diretor de estimativas da EIU, Laza Kekic, disse à BBC Brasil que, em termos atratividade entre os países emergentes, a economia brasileira fica junto com a Rússia (que tem níveis de IED semelhantes ao Brasil) e depois da chinesa.

A consultoria estima que o gigante asiático recebeu US$ 101 bilhões de investimentos externos em 2010.

Entretanto, em termos percentuais, foi a América Latina quem se destacou em 2010, de acordo com a EIU. O volume de recursos subiu 28,4% para US$ 150 bilhões.

Os dados confirmam que o ano passado deu continuidade à tendência de 2009, quando pela primeira vez os países emergentes superaram os industralizados em recepção de IED.

Em 2010, o fluxo estimado de investimentos para os emergentes somou US$ 632 bilhões – um aumento de 14,4% em relação ao ano anterior.

Já para os ricos, o fluxo foi de US$ 475 bilhões – uma queda de 6,8% na mesma comparação.

O relatório destacou que os países emergentes têm melhorado seu ambiente de negócios, tornando-se mais atraentes aos olhos das empresas dos países industrializados.

Ao mesmo tempo, como muitos investimentos originados nos países emergentes se destinam a outros emergentes, essas economias têm se beneficiado duplamente de um ciclo virtuoso.

Quanto aos industrializados, os analistas esperavam um melhor desempenho em 2010, depois de dois anos de crise econômica que derrubaram a base das estatísticas.

Mas Kekic afirmou que "a contínua falta de confiança e a crise das dívidas soberanas na Europa tiveram um claro um impacto negativo nos fluxos de investimento para muito do mundo desenvolvido".

Como resultado, apesar da recuperação econômica, o fluxo global de investimentos no ano passado ficou apenas ligeiramente acima do nível de 2009.

O total global alcançou US$ 1,1 trilhão, o que representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

Para efeito de comparação, em 2007, antes do início da crise econômica, o fluxo global de IED bateu US$ 2,1 trilhões.

Em 2008, a queda no volume global de investimentos foi de 16%. Em 2009, o percentual foi ainda maior: 40%.

Para este ano, a EIU estima que o panorama mundial deve melhorar, elevando o fluxo de recursos tanto para os países industrializados quanto emergentes. A previsão é de um aumento de 16% a 17% em ambos os casos.

O fluxo global de investimentos chegaria a US$ 1,3 trilhão, dos quais US$ 740 bilhões corresponderiam aos emergentes. O Brasil receberia US$ 40 bilhões.

Isso levaria o elevaria o fluxo mundial de IED ao nível de 2% do PIB global, patamar semelhante ao registrado nos anos de 2002-03, mas abaixo da média de 3% registrada em 2005-08.

"Há, entretanto, riscos significativos no cenário. A crise das dívidas soberanas na zona do euro lança uma sombra sobre a economia global e poderia preocupar os mercados de capital. A confiança na economia permanece frágil. As companhias estão preocupadas com a sustentabilidade da recuperação", diz o estudo.

Para o relatório, as preocupações são agravadas pelas incertezas em relação a outros aspectos da economia global, como a chamada guerra cambial e uma possível escalada no protecionismo comercial.

Por BBC Brasil

Aeroportos terão R$ 2,7 bilhões para investimentos em 2011

Os frequentes atrasos nos voos domésticos e internacionais parecem refletir o desempenho dos investimentos no setor, apontado como um dos principais gargalos estruturais do país. Mas enquanto passageiros e companhias seguem em busca de soluções para o problema, o governo promete investir R$ 2,7 bilhões nos aeroportos em ao longo deste ano. Parte do compromisso, cerca de R$ 479,5 milhões, sairá do Orçamento Geral da União (OGU) direta e exclusivamente para construções, reformas e ampliações aeroportuárias. Outros R$ 2,2 bilhões podem ser investidos pela estatal Infraero em obras e serviços de engenharia e na aquisição de equipamentos e mobiliários para os terminais.

O primeiro valor integra a peça orçamentária de 2011, que ainda aguarda a sanção presidencial, e curiosamente representa uma redução de 9% em relação aos R$ 525,4 milhões previstos no orçamento de 2010. Da quantia global computada no OGU deste ano, 62% (R$ 299,2 milhões) referem-se a reformas e ampliações de aeroportos e aeródromos de interesse nacional e estadual. Os demais recursos são distribuídos entre as cinco regiões do país e alguns aeroportos específicos (veja a tabela).

Já os R$ 2,2 bilhões da estatal dizem respeito aos investimentos previstos no Programa de Dispêndio Global da Infraero para 2011. Apesar de vultoso, grande parte do valor pode não decolar. Isso porque, em média, a execução dos investimentos da empresa permaneceu pela metade nos últimos seis anos. Entre 2004 e 2009, a Infraero investiu R$ 2,2 bilhão de uma dotação prevista de R$ 5,6 bilhões para investimentos – 40% de execução (veja a tabela).

De acordo com o Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as Contas do Governo no exercício de 2009, os investimentos em aeroportos têm sido insuficientes para acompanhar o crescimento da demanda. Segundo o ministro relator Raimundo Carreiro, a demanda, que na última década ficou acima de 77% e em 2009 cresceu 17%, “deverá se acentuar pela aproximação de grandes eventos esportivos internacionais [Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016] a serem realizados no Brasil nos próximos anos, sendo urgente a necessidade de a Infraero ampliar sua capacidade de investir”.

Em 2010, segundo o último balanço oficial divulgado pela Infraero, a empresa investiu, até outubro, R$ 358 milhões de um total de quase R$ 1,6 bilhão previsto para o ano, o que corresponde a 22% de realização. Segundo a estatal, os aeroportos diretamente relacionados às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 receberão ao todo investimentos de R$ 5,6 bilhões. Deste total, a Infraero investirá, entre 2011 e 2014, cerca de R$ 5,2 bilhões nos empreendimentos previstos para ampliar a capacidade dos 13 aeroportos sob a administração da estatal. Clique aqui para ver os investimentos necessários nos aeroportos até a Copa.

Milton Júnior Do Contas Abertas

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Brasil registra novo recorde de vendas em 2010

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgou nesta quarta-feira (05) o balanço de emplacamentos do ano. Segundo a entidade, o setor expandiu 11,91% na comparação com 2009. Ao todo, saíram das concessionárias 3.515.120 veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus).

Este é o quarto recorde consecutivo de vendas registrado pela indústria automobilística nacional. O último havia sido o de 2009, com 3,14 milhões de unidades emplacadas. Entre as montadoras, a Fiat manteve a liderança, mas o carro mais vendido continua sendo o Volkswagen Gol.

Correio do Estado

América Latina lidera em otimismo de empresas, indica pesquisa

As empresas latino-americanas são as mais otimistas do mundo em relação ao comportamento da economia em 2011, segundo indica uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela companhia internacional de contabilidade Grant Thornton.

De acordo com a pesquisa, os empresários latino-americanos mostram um índice líquido de otimismo de 75%, em uma escala entre -100% (pessimismo total) e 100% (otimismo total).

As empresas chilenas são as mais otimistas com a economia em 2011, com um índice líquido de 95%. O Brasil, que aparece em 5º entre os 39 países pesquisados, é o segundo latino-americano com o maior índice de otimismo (79%).

As empresas da região da Ásia e Pacífico (excluindo o Japão), que no ano passado se mostravam as mais otimistas na pesquisa anual da Grant Thorton, neste ano aparecem em segundo lugar, com um índice de 50%.

A queda se explica pela redução do otimismo em países como a China (de 60% para 42%), a Austrália (de 79% para 37%) e a Nova Zelândia (de 66% para 35%).

Quando incluído o Japão, que tem o maior pessimismo entre os países pesquisados (-71%), o índice da região da Ásia e Pacífico cai para 5%, atrás da América do Norte (26%) e da Europa (22%).

Se considerados os países do grupo BRIC em conjunto (Brasil, Rússia, Índia e China), o índice de otimismo entre as empresas caiu de 60% para 54% no último ano, em contraste com o aumento de 2% para 22% entre os países da zona do euro.

Impulso brasileiro

Para o presidente executivo da Grant Thornton International, Ed Nusbaum, o foco nas economias emergentes têm sido concentrado nos últimos anos nos BRICs, mas a pesquisa mostra que a América Latina em geral também está em um bom caminho.

“Se a atual confiança das empresas se traduzir em crescimento generalizado e sustentado, a próxima década poderá ver a América Latina atingir seu potencial. Se a história econômica da última década foi sobre os BRICs, esses resultados sugerem que a próxima década será da América Latina”, afirmou.

Segundo ele, o sucesso da economia brasileira teve um grande impacto sobre a região, com a disseminação do otimismo entre os vizinhos.

“Também é impossível ignorar os efeitos dominó na região desde que o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Esses eventos proverão um verdadeiro impulso econômico para toda a América Latina e o anúncio se traduziu sem dúvida em uma sensação de confiança e otimismo”, afirma.

Além do Chile e do Brasil, a pesquisa mostra um grande otimismo entre as empresas argentinas (70%, em 10º lugar no ranking) e mexicanas (64%, em 14º).

Maior otimismo

O otimismo das empresas brasileiras está em seu maior nível desde que o país começou a ser incluído na pesquisa, em 2007, quando o índice ficou em 47%. No ano passado o índice de otimismo das empresas brasileiras foi de 71%.

Dos dez países mais pessimistas, oito são europeus. Além do Japão, o mais pessimista da lista, apenas os Estados Unidos, com índice de 23%, aparece entre os últimos dez do ranking, em 31º lugar.

Espanha (índice -50%), Irlanda (-45%) e Grécia (-44%), que enfrentam graves crises econômicas e de confiança, aparecem logo acima do Japão na parte inferior do ranking, seguidos de Grã-Bretanha (8%), França (10%), Itália (13%) e Holanda (19%).

Entre os mais otimistas, após o Chile, aparecem Índia (93%), Filipinas (87%) e Suíça (85%).

A pesquisa da Grant Thornton ouviu 5.700 presidentes e diretores de empresas de médio e grande porte nos 39 países pesquisados entre novembro e dezembro do ano passado.

De BBC Brasil

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Exportações brasileiras devem crescer 13% em 2011, diz secretário

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, afirmou hoje que as exportações brasileiras devem aumentar 13% em 2011 e atingir o volume total de US$ 228 bilhões.

Este crescimento será em cima do atual recorde obtido em 2010, que somou US$ 201,9 bilhões. “Essa estimativa foi construída considerando o crescimento do comércio mundial de 9% para 2011. O avanço será impulsionado, especialmente pelos países em desenvolvimento”, afirmou Barral.

Segundo ele, dentre os emergentes, o crescimento será maior entre as nações asiáticas, com estimativa de expansão das exportações na região de 6%.

(Rafael Bitencourt | Valor Online)

domingo, 2 de janeiro de 2011

A nova face da moeda

O real fortaleceu-se diante do dólar e do euro e refletiu a intensa atração de investimentos externos pelo Brasil nos últimos oito anos

Os oito anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram marcados por várias mudanças, e uma das mais notáveis foi na posição da moeda brasileira. Em 2002, quando Lula assumiu a Presidência, o real era uma moeda fraca. Ao passar o cargo para Dilma Rousseff, Lula entrega a ela o comando de um país com moeda forte - que deverá permanecer assim por muitos anos.

Essa mudança radical ocorreu por dois motivos. Um deles foi a perseverança do governo nos bons princípios econômicos - a busca da inflação baixa, a manutenção do câmbio flutuante e o esforço em arrecadar mais do que gasta. "Isso permitiu que o Brasil permanecesse atraente aos investidores internacionais", diz Dalton Gardiman, economista-chefe da Bradesco Corretora.

O outro motivo foi internacional. Os Estados Unidos e, em menor escala, os principais países da Europa tiveram de combater excessos de endividamento tanto públicos quanto privados. A solução para isso foi emitir moeda, muita moeda e baixar os juros.

Dinheiro em excesso e rentabilidade baixa provocaram uma inundação de dólares e de euros no mercado internacional. Boa parte desse dinheiro veio para o Brasil, o que ajudou a valorizar ainda mais o real. "Os dólares vieram para comprar ações e títulos de empresas brasileiras", diz Darwin Dib, economista do Itaú Unibanco.

Os números da mudança impressionam. No fim de 2002 eram necessários quase quatro reais para comprar um dólar e mais de cinco para adquirir uma libra esterlina. Hoje, um dólar custa cerca de R$ 1,70 e uma libra custa menos de três reais.

Além disso, o Brasil atrai recursos. As reservas internacionais, que eram de US$ 38 bilhões em dezembro de 2002, avançaram para US$ 285 bilhões em novembro de 2010. Os investimentos estrangeiros diretos - aqueles em que os investidores internacionais não compram ações ou títulos de renda fixa, mas aplicam diretamente na propriedade e na produção - somaram US$ 207 bilhões nos últimos oito anos.

O real agora chama a atenção dos investidores. Warren Buffett, segundo homem mais rico do mundo, anunciou ter especulado com a moeda brasileira em 2007. A bolsa de Chicago já negocia contratos futuros de real, e os investidores internacionais compram títulos denominados em reais desde 2005.

A moeda brasileira não é plenamente conversível - ainda não é possível usá-la para pagar uma conta em Nova York, Paris ou Lisboa - mas ela entrou para ficar no radar do mercado.

Isso é bom para a economia. Um real que permanece forte pelo ingresso de dinheiro de fora deixa os importados baratos e ajuda a conter a inflação, diz Cristina Helena Pinto de Mello, professora de economia da ESPM.

"Manter o nível de preços é bom, especialmente para produtos importados como componentes para a indústria", diz ela. O impacto negativo, que é reduzir a rentabilidade das exportações, é compensado pelo aumento de preços das commodities agrícolas.

Os especialistas não esperam grandes mudanças a curto ou mesmo a médio prazo. "Ainda vai demorar pelo menos uma década para a economia americana resolver seu problema de crédito", diz Gardiman. "Enquanto isso não ocorrer, não deverá haver uma redução da emissão de dólares nem uma forte elevação dos juros nos Estados Unidos."

Assim, os motivos que garantem a abundância da oferta internacional de dólares não vão mudar. O real, que no começo do governo Lula foi desprezado pelos investidores, vai manter seu lugar de destaque no mercado de moedas pelo menos até o fim do governo Dilma. IstoÉ

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Petrobras bate 3 recordes em dezembro

A Petrobras alcançou em dezembro três novos recordes de produção de petróleo no Brasil: média mensal, anual e diária. A média mensal recorde de dezembro deverá ficar em torno de 2 milhões 120 mil barris por dia (bpd). O recorde anterior, obtido em abril deste ano, foi de 2 milhões 33 mil bpd. Confirmado esse resultado, o volume produzido no mês será 6,7% superior à produção de dezembro de 2009 e 4,4% acima da produção de novembro deste ano (2 milhões 30 mil bpd).

Além do recorde mensal a empresa registrou mais um recorde diário. No dia 27 de dezembro a produção de petróleo chegou a 2 milhões 256 mil barris. Com esses resultados, a Companhia fecha 2010 com um patamar de produção superior a 2 milhões de barris por dia (2 milhões 3 mil bpd), o que configura, também, um novo recorde anual.

Ao longo do mês de dezembro a Petrobras bateu sucessivos recordes diários de produção: no dia 4 foram extraídos, dos campos nacionais, 2.088.560 barris de petróleo diários (bpd); no dia 5 a produção foi de 2.117.321 bpd; em 13/12 chegou a 2.154.518 bpd e no dia 24 atingiu 2.166.504 bpd.

Esse desempenho decorreu, principalmente, da entrada em operação, ao longo de dezembro, de cinco novos poços na Bacia de Campos: CHT-9 e BFR-3, nos campos de Cachalote e Baleia Franca, ambos interligados ao FPSO-Capixaba; JUB-9 e JUB-14, que produzem interligados à plataforma P-57, instalada recentemente no campo de Jubarte; CRT-43, batizado provisoriamente de Carimbé, que é um poço produtor do pré-sal do campo de Caratinga, conectado à plataforma P-48.

Com a contribuição desses cinco poços foi possível acrescentar mais de 100 mil barris por dia à produção da Petrobras no Brasil. É importante destacar também o elevado nível de eficiência operacional alcançado no mês pelas plataformas de produção de todas as Unidades Operacionais.

O bom desempenho dos campos localizados em áreas maduras das regiões Norte, Nordeste e do Estado do Espírito Santo também contribuiu para os resultados recordes. Graças ao esforço de revitalização realizado pela Petrobras, estes campos, que vinham apresentando produção declinante, conseguiram manter médias diárias de produção em torno de 213 mil barris de petróleo, durante o ano de 2010.

Outro destaque foi a entrada em produção do poço SPS-55, que deu início recentemente ao Teste de Longa Duração da área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos, com utilização da plataforma Dynamic Producer. Correio do Estado


Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Cheap Web Hosting Aranhico Diretório Seo Tec Sites do Brasil Directory Link - Quality Directory Submission Services.