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terça-feira, 5 de julho de 2011

Dez coisas que você precisa saber sobre o Google +

Conheça alguns recursos da nova rede social do Google e veja como ela pretente desbancar o Facebook

Getty Images
Mark Zuckerberg, criador do Facebook, é o perfil mais popular do Google+. Até quando ele vai achar graça na brincadeira?

Após as investidas frustradas do Google com o Buzz e o Wave, a nova aposta da gigante de tecnologia é o Google+, uma rede social que promete ser uma grande concorrente do Facebook.

Em sua estreia, na terça-feira passada (28/06), o Google empregou a tradicional manobra de permitir que apenas convidados VIPs acessem os novos projetos. Quem não era um convidado especial precisava cadastrar o e-mail e aguardar que a empresa fizesse a liberação para o uso – o que, provavelmente, pode ter deixado muita gente ansiosa para conhecer o novo concorrente do disputado mercado de redes sociais.

E ao que parece, a concorrência quer acompanhar de perto o andamento do projeto. Um perfil bem popular ronda o Google+ e já tem quase 30 mil seguidores. Com a marca alcançada, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se tornou em pouco tempo o usuário mais popular da nova rede, à frente, inclusive, de Larry Page, co-fundador do Google. “Por que as pessoas estão tão surpresas com o fato de eu ter uma conta no Google?”, afirmou o CEO do Facebook a Robert Scoble, blogueiro americano que tentou confirmar a veracidade do perfil.

Larry Page pode não ultrapassar seu ultrarrival no número de seguidores de sua própria criação, mas quem sabe pode garantir, em breve, a liderança das redes sociais.

Para descobrir do que o Google+ já é capaz, veja 10 coisas que você precisa saber sobre ele.

1) Círculos sociais. Assuntos que você não quer tratar com todos os seus amigos (ou familiares) agora não serão mais um problema. O Google + atinge a veia da privacidade e permite que o usuário divida seus contatos em grupos como “família”, “amigos”, “conhecidos” etc. E o melhor: nenhum de seus contatos saberá em qual dos grupos você o colocou.

2) Integração com outras ferramentas do Google. É ótimo poder acessar o Gmail e descobrir, pela barra superior, que você tem atualizações do Google +. Para visualizá-las, basta dar um clique. Além disso, também é possível fazer suas próprias atualizações por lá mesmo. O Picasa e o Buzz são outros exemplos de integração. E provavelmente o Google vai permitir que seus usuários também usem o Docs, Maps e outras ferramentas integradas.

3) Compartilhamento de conteúdo. Ao fazer uma busca no Google, não é mais necessário copiar o link e postar na rede social, aliás, você nem precisa entrar na matéria para fazer isso. Basta fazer a busca no Google, clicar no botão “+1” e recomendar o site aos amigos. É como um “curtir” do Facebook. Confira o vídeo com a demonstração:

Outro recurso é digitar na seção Sparks uma palavra-chave, como por exemplo, “filme”, e receber, na própria página do Google+, notícias e atualizações sobre o assunto (lembra um feed, mas não é). A vantagem é que em todas as suas ações, você poderá escolher com quem quer compartilhar.

4) Mais interação. Você pode conversar com os seus círculos via vídeo ou voz, basta instalar um plugin (é preciso ter Windows XP ou superior, Mac OS 10.5 ou superior ou Linux). Para bater papo por mensagens de texto, a rede estendeu o Google Talk do Gmail. Você pode abrir um chat em grupo e conversar com várias pessoas ao mesmo tempo.

5) Dispositivos móveis. Ao baixar o Google+ para o seu celular ou iPad, também será possível bater-papo em grupo ou fazer upload de vídeo ou fotos do aparelho na web. Depois é só compartilhar. Outra vantagem é que o processo de upload é automático no celular. A rede social já está disponível para celulares com Android, sistema operacional do Google, iPhone, Blackberry e Symbian.

6) Marcação de fotos. Você pode ou não aprovar a marcação de uma tag com seu nome nas fotos postadas. A marcação permitirá o acesso à imagem e ao álbum relacionado. Se você preferir excluir a tag criada, basta clicar "x" na tag. E caso você prefira que essa foto seja removida da rede, basta solicitar ao Google a remoção (Clique em "Ações" e selecione "Denunciar abuso"). Você pode também fazer uma lista com as pessoas que já estão autorizadas a marcá-lo nas fotos (Vá em "Configurações", no campo superior direito).

7) Localização. Para que seus amigos saibam onde você está, o Google+ oferece um botão na home da rede. Deve ser interessante, mas nos testes feitos por Época NEGÓCIOS no Firefox, o sistema errou ao tentar localizar onde se encontrava a reportagem. Errou de longe o bairro e, por consequência, o endereço. Acertou, pelo menos, a cidade.

8) Recursos no teclado. A letra "J" ou a barra de espaço do seu teclado podem servir para passar a postagem adiante sem precisar rodar a barra de rolagem. A letra "K" serve para voltar às mensagens iniciais.

9) Citar pessoas. O Google se valeu do mesmo recurso do Facebook para citar pessoas nas mensagens. Para que um sujeito saiba que você está falando dele, basta digitar o "@" (arroba) e clicar no nome dele. Quando o usuário utiliza esse recurso, a pessoa citada é alertada por e-mail - mas você pode optar por não ser avisado em "Configurações".

10) Backup. Muitas das coisas que você compartilha em uma rede social podem ter uma grande representação na sua vida, como fotos, notícias e contatos. O Google+ permite que você leve tudo isso para onde quiser, basta clicar em Configurações e escolher o que você deseja guardar.

Por Amanda Camasmie na Época

terça-feira, 22 de março de 2011

EUA querem invadir as redes sociais

A história poderia ter brotado de uma ficção sobre guerras cibernéticas, mas está a ponto de se tornar real. O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CentCom) prepara uma grande operação para manipular as redes sociais. Centenas de militares poderão ser mobilizados para intervir em ambientes como o Twitter e o Facebook, sempre que houver críticas ao papel de Washington no mundo.

Porém, omitirão suas identidades. Contarão com um software que multiplicará falsos perfis de usuários destas redes, e os transformará em “fantoches” eletrônicos – para usar uma expressão do londrino The Guardian, que apurou os fatos e os expôs na edição de quinta-feira (17/3). A operação fere as leis dos EUA. Será realizada graças a uma brecha legal, que não impede o exército de praticar manipulação contra internautas de outros países. Aparentemente, irá se desenvolver, num primeiro momento, no Oriente Médio. Nada impede, contudo, que seja voltada contra outros alvos.

Como boa parte dos ataques do Estado norte-americano aos direitos civis, a operação usa como pretexto a “guerra ao terror”. Tem nome orwelliano: Operation Earnest Voice (OEV), algo como Operação Voz Sincera. Sua existência foi revelada pela primeira vez em público no ano passado, num depoimento do general David Paetreus, então chefe do CentCom, ao comitê de Assuntos Militares do Senado norte-americano. Para defendê-la, ele afirmou que se tratava de um esforço para “conter a ideologia e propaganda extremistas”.

No mês passado, ao falar ao mesmo comitê, o sucessor de Paetreus, general James Mattis, admitiu objetivos mais vastos. Segundo ele, a OEV “abrange todas as atividades associadas à anulação da narrativa do inimigo, inclusive atuação na web e a destruição de capacidades derivadas de produtos na web”.

A pista permitiu que The Guardian desvendasse, ao menos em parte, a configuração verdadeira da OEV – que inclui detalhes espantosos. O jornal localizou, por exemplo, o contrato que o CentCom firmou com a Ntrepid, uma corporação de desenvolvimento de softwares baseada na Califórna. A empresa compromete-se a criar um “serviço online de gerenciamento de personagens”. Ele deve permitir que cada soldado maneje até dez identidades distintas, baseadas em qualquer parte do mundo.

Cada personagem falso deve ter um perfil convincente, uma história e detalhes pessoais. Baseados nos Estados Unidos, os manipuladores das identidades fake devem sentir-se seguros para agir “sem medo de ser descobertos por adversários sofisticados”. O próprio Guardian esclarece o que se pode pretender com tal desenho. “Soldados norte-americanos, atuando de modo intenso num único ponto, poderiam imiscuir-se em conversações online, produzindo um número ilimitado de mensagens coordenadas, posts em blogs, salas de chat e outras intervenções”.

Por ser uma óbvia intervenção do Estado (em particular dos militares) no espaço público, tal prática é vedada pela legislação norte-americana. Questionado a respeito pelo jornal, o porta-voz do CentCom, comandante Bill Speaks, defendeu-se. “Assegurou” que, para evitar ilegalidades, as manipulações seriam feitas em muitos idiomas, jamais em inglês…

Concebida para neutralizar um espaço de comunicação autônomo, onde o poder dos oligopólios da mídia não conseguiu se impor, a operação terá sucesso? Parece duvidoso. Primeiro, pelas próprias reações que a iniciativa tende a despertar. Especialistas ouvidos pelo Guardian compararam a iniciativa dos Estados Unidos “aos esforços da China para controlar e restringir o direito de expressão na internet”.

Na mesma edição do jornal, Jeff Jarvis, professor de jornalismo na Universidade da Cidade de Nova York, reagiu com um misto de ironia e lástima às revelações do The Guardian. Para ele, a iniciativa de Washington é tão bizarra quanto a de um spammer tosco. “É espantosamente estúpida, porque quase não há dúvidas de que os falsos perfis serão desmascarados”. O resultado será o contrário do pretendido: “desgaste, ao invés de fortalecimento da credibilidade dos Estados Unidos”.

Decepcionado com o envolvimento do governo Obama em projetos de tal nível (e na perseguição ao Wikileaks), Jarvis lembra: enquanto a Casa Branca apela para a conspiração e o segredo, em países como a Tunísia e o Egito “o movimento de libertação não parte de armas, espionagens ou subterfúgios, mas de algo muito mais forte: transparência, abertura e honestidade”.

Por Cauê Seigne Ameni, publicado no sítio Outras Palavras

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Top 5: Formas de ganhar dinheiro com informática


A constante evolução da informática traz consigo novas oportunidades de negócio. Já existem muitas empresas explorando as mais diversas atividades, mas sempre há espaço para novos produtos e serviços. A chave para o sucesso ao entrar nesse mercado concorrido é oferecer produtos diferenciados, sob medida para as necessidades locais. Obviamente, a qualidade pode fazer a diferença a seu favor.

Acompanho há algum tempo as publicações que trazem idéias de negócios do ramo de tecnologia. As opções que listo abaixo sempre estão entre as citadas, ou seja, são fortes as possibilidades de que você se dê bem, caso resolva levar uma delas adiante.

5- Redes sociais: As redes sociais oferecem também algumas oportunidades de negócio. Como sendo uma coisa nova, ainda há muito a ser explorado. No momento, duas ações voltadas às redes sociais estão em alta: o monitoramento de marcas e o relacionamento com clientes. Ambas parecem ser atividades tranquilas, porém exigem muito cuidado, já que a marca é um dos maiores bens do seu cliente.

O monitoramento de marcas é usado pelas empresas como um termômetro de como ela é vista na internet. A grosso modo, trata-se de acompanhar o que estão falando sobre a empresa e seus produtos no Twitter, Facebook, Orkut e outras redes sociais, além de sugerir e desenvolver ações que possam reverter situações ruins. Se você não quiser desenvolver algo do zero, alguns sites da internet oferecem serviços que ajudam no trabalho de monitoramento.

Já o relacionamento com clientes via redes sociais consiste em atualizar constantemente os perfis, publicar novidades, postar tuites e interagir com os usuários das redes de forma a criar um verdadeiro clima de amizade entre empresa e clientes. Não é difícil, basta um pouco de empatia, criatividade e bom senso.

4- Suporte técnico para notebooks/netbooks/tablets: As vendas de notebooks e netbooks crescem diariamente, além dos tablets que estão chegando agora com tudo. Imagine quando começarem a dar problemas; é bom que haja quem possa oferecer assistência. Apesar de parecer igual, existem algumas particularidades entre a manutenção de desktops e notebooks; mas de qualquer forma, um serviço especializado chama mais atenção e cativa o público.

Oferecer um serviço personalizado de assistência ao consumidor desses produtos pode trazer um bom retorno. Ter conhecimento para identificar e corrigir defeitos e falhas é essencial, e na área de hardware só ler tutoriais não adianta, tem que colocar a mão na massa.

3- Digitalização de documentos: O papel está sendo substituido aos poucos, mas até ele ser completamente trocado pelos documentos digitais ainda vai levar algum tempo. Enquanto isso, as empresas acumulam pilhas de papeis em armários, e que muitas vezes nem são mais consultados. E como podemos ganhar dinheiro com isso? Oferecendo o serviço de digitalização de documentos, transformando pilhas de papéis em CDs ou DVDs.

O problema é que por enquanto, documentos digitais ainda não possuem valor legal, ou seja, não podem ser usados como prova num processo judicial, por exemplo. Caso você não possa oferecer o serviço de armazenamento dos documentos digitalizados, você pode sugerir digitalizar o material que está indo para descarte (aqueles que já não precisam mais ser guardados na empresa).

O que você precisa é de uma equipe pequena (porém especializada), com alguns scanners de qualidade e computadores potentes. Reúna as várias pilhas de processos de um advogado de forma organizada num CD, e veja como ele vai ficar feliz. Uma empresa com várias filiais pelo Brasil ganharia tempo se os documentos estivessem digitalizados e disponíveis para consulta online. Sim, a digitalização de documentos também combina com a intranet da empresa, ou mesmo com a web.


2- Smartphones chegaram para ficar: Existem milhares de smartphones e celulares circulando por aí, e a tendência é haver cada vez mais deles. As plafatormas são muitas: Android, iPhone, BlackBerry, Symbian… E outras devem surgir com o tempo. Logo, desenvolver aplicações para esses dispositivos é uma atividade com vasto mercado potencial, já que possibilita às empresas romper barreiras físicas e geográficas.

Medicina, advocacia, telefonia, educação, administração e gestão de negócios, agropecuaria… praticamente todas as áreas ainda carecem de aplicações móveis. Caso não seja viável criar algo novo, então é possível portar uma solução já existente (ou integrá-la) ao smartphone. Jogos muita gente já faz, mas quando falamos de aplicações voltadas ao ambiente corporativo, então temos um grande número de empresas que ainda não perceberam os benefícios das aplicações móveis. Se você já é empregado numa empresa qualquer, é provável que ela ainda não tenha nenhum sistema relacionado a dispositivos móveis.

A parte chata menos legal é que será necessário aprender sobre programação e banco de dados, dentre outras coisas. Se você tem facilidade com lógica e matemática, sorria: Existem bons cursos de programação para as plataformas mais populares, e se você não quiser quebrar a cabeça com Java, Object-C e outras, pode desenvolver algo com uma linguagem mais “light”, como PHP e disponibilizar a aplicação para acesso via web. O Google está cheio de links de tutoriais para você começar a sentir o gostinho da coisa. Depois de fazer os primeiros exemplos, você pode ir disponibilizando na internet, colhendo opiniões e conquistando usuários.

1- Vídeo online… ou não: O vídeo tem um apelo enorme na promoção de produtos e serviços, e as empresas só não utilizam-se disso pelo alto custo que as produtoras cobram. Versáteis, também fazem sucesso na internet – e vão continuar fazendo por muito tempo – principalmente após o surgimento do Youtube. Mas não se assuste, pois não é preciso inventar uma tecnologia nova para ganhar dinheiro com vídeo: Faça filmes corporativos, filmagens de festas/casamentos, video-aulas, etc. Se você oferecer algum serviço relacionado a vídeos na internet (video conferencia, streaming) melhor ainda. Lembre-se que estamos entrando na era da imagem HD e da TV digital, que podem ser um bom começo por serem ainda pouco explorados. Elabore um bom portfolio e vá a luta.

Recomenda-se que você tenha uma boa câmera e um computador (potente) para poder editar vídeos. Aprenda a usar um software editor de vídeos (o Adobe Premiere, por exemplo) pois isso possibilitará fazer cortes, montagens, adicionar textos e melhorar a qualidade do resultado final. Dependendo do que você fizer será necessário ter um estúdio, mas caso não tenha dinheiro, também é possível quebrar um galho alugando algum estúdio fotográfico.

Por Paulo Vanderley, publicado no Clube dos Downloads

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Banda larga e o acordo Brasil-Argentina

Brasil e Argentina pretendem fundir seus projetos de massificação da internet de alta velocidade e, para isto, firmaram ontem um acordo de cooperação bilateral que prevê investimentos conjuntos e incentivos para a fabricação de equipamentos.

Pelos termos firmados entre os dois países, está prevista a criação de um conselho, integrado pelo Ministério das Comunicações brasileiro e pelo Ministério do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços e pela Comissão de Planejamento e Coordenação Estratégica do Plano Nacional de Telecomunicações Argentina Conectada, do lado argentino.

Abaixo os principais pontos do acordo:

Interconexão: trocar experiências com planos de fibra ótica a cargo dos operadores nacionais de ambos os países com incumbência de desenvolver redes estatais; incorporar aos projetos regionais de integração física entre os dois países a implantação de dutos para a passagem de cabos e fibra ótica; coordenar esforços no projeto de transposição de cabo óptico do Oceano Atlântico; implementar Ponto de Troca de Tráfego na região da fronteira até 2013.

Regulação: trocar informações em matéria de legislação, normas jurídicas e técnicas sobre espectro e padronização das comunicações nos dois países.

Política Industrial: estabelecer associação estratégica na produção de equipamentos e trocar informações sobre programas e políticas na área industrial que visem tornar acessíveis aos cidadãos brasileiros e argentinos equipamentos de acesso à internet. Envidar esforços no sentido de interconectar a ARSAT e a TELEBRÁS, as duas estatais argentina e brasileira.

Inclusão Digital: intercambio de experiências exitosas na área de inclusão digital nos dois países.

Conteúdos Digitais Interativos: trocar experiências de plataformas e ferramentas na área de tecnologia da informação, além de, entre outros, desenvolver a produção conjunta de conteúdos digitais e interativos; instalar centros de armazenamento e processamento de dados como forma de internalizar o tráfego de dados em seus territórios.

Concertação Política: participar de forma coordenada nos fóruns internacionais sobre sociedade da informação, em especial nos temas relativos à governança na internet.

Pesquisa: buscar coordenação entre as instituições de capacitação na área de telecomunicações e interconectar as redes de pesquisa e desenvolvimento.

Financiamento: trabalhar coordenadamente na definição de mecanismos de financiamento e acesso a crédito para projetos estratégicos na área, sejam públicos ou privados.

Por Wilian Miron, publicado no blog de Luis Nassif

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Telebrás quer chip nacional para banda-larga com tecnologia WiMax

O Ceitec, empresa do governo federal de micro-eletrônica sediada em Porto Alegre (RS), começou a desenvolver um chip que usará a tecnologia WiMax, voltado para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Com o WiMax, uma antena distribui o sinal sem-fio a uma distância de até 60 km, o que é considerado solução ideal para conexões fora dos grandes centros urbanos, na área rural e cidades menores, por reduzir os custos de infraestrutura. O chip equipa os modems que captam este sinal.

O projeto é negociado pela Telebrás, que pretende usar seu poder de compra, com a massificação do PNBL, para incentivar os fabricantes nacionais: “Vamos entrar com as encomendas e assegurar mercado para esses equipamentos”, diz Rogério Santanna, o presidente da empresa.

Fabricantes nacionais como Asga, Parks e Gigacom tem reunião prevista nesta semana, para aprofundar o assunto e dimensionar a produção.

Da parte da ANATEL, espera-se a liberação da faixa de frequência de 450 MHz para ser utilizada pela Telebras neste projeto.

Mesmo com pendências ainda a resolver, o desenvolvimento já começou, com contratação de pessoal pelo Ceitec, e construção da “sala limpa”, prevista para estar pronta em setembro. As negociações visam começar a produção em 2012 e casar o cronograma com metas do PNBL. (Com informações do Convergência Digital)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Facebook vale mesmo US$ 50 bilhões?

Em 2009, a revista Rolling Stone descreveu o banco de investimentos Goldman Sachs como "uma enorme hidra vampiresca" que gosta de grudar seu "funil de sangue" em qualquer coisa que represente dinheiro. A hidra sugou mais um negócio dos grandes. Associado ao grupo russo Digital Sky Technologies (DST), o Goldman Sachs investiu a cifra de 500 milhões de dólares no Facebook, valorizando a mais popular rede social para um incrível patamar de 50 bilhões de dólares. O banco também tem planos de gerenciar um fundo que canalizará para a empresa 1,5 bilhão de dólares de ricos investidores.

Para o Facebook, o negócio proporciona uma montanha de dinheiro a mais para investir em coisas como novos centros de informações e aquisições. Traz combustível para aumentar o crescimento sem o inconveniente de ter que listar suas ações em bolsas de valores. Para o Goldman Sachs, a transação representa uma oportunidade de grudar seu "funil" numa empresa de internet que faz seus investidores babarem. Além do benefício que usufruirá com a valorização do Facebook, o banco pretende sugar contribuições para o gerenciamento do novo fundo. E, sem dúvida, ao se aproximar dos manda-chuvas do Facebook, está acelerando as possibilidades de liderar uma possível oferta pública inicial [IPO, na sigla em inglês] pelas ações da empresa.

As notícias do negócio desfecharam um debate enérgico. O valor implícito do Facebook quintuplicou desde meados de 2009, mas os céticos duvidam que uma firma cujo modelo de negócios não foi comprovado possa valer mais que gigantes da mídia já estabelecidos, como a Time Warner.

Um salto de tirar o fôlego

Uma vez que o Facebook não é obrigado a divulgar informações financeiras, é difícil saber ao certo se o Goldman Sachs e a DST – que já possuíam uma parte considerável das ações do Facebook – estão fazendo um pagamento supervalorizado. Mas os otimistas do Facebook argumentam que a escala da rede será irresistível para os anunciantes. Debra Aho Williamson, da empresa de pesquisas eMarketer, destaca que o Facebook até começou a atrair anunciantes deliberadamente conservadores – e abastados –, como a Procter & Gamble.

A empresa também começa a parecer cada vez mais um monopólio natural. A rede MySpace (Meu Espaço), que já dominou a arena das redes sociais, vem se parecendo My Empty Space (Meu Espaço Vazio). Consta que estaria em vias de fazer novos cortes na força de trabalho. E as start-ups da rede – como o Twitter, que também viu seu valor disparar (para 3,7 bilhões de dólares) – têm receitas que não passam de uma fração daquela do Facebook que, segundo dizem, chegou a 2 bilhões de dólares no ano passado.

Entretanto, os 50 bilhões de dólares do Facebook parecem um exagero. Se suas vendas realmente forem de 2 bilhões de dólares por ano, isso significa que o Goldman Sachs e a DST estariam pagando o valor de 25 receitas anuais por suas ações. Isso seria um salto mortal de tirar o fôlego, mesmo pelos padrões estonteantes do mundo das start-ups.

As regras da SEC

Além do mais, o Facebook está longe de ter um modelo sólido de publicidade, como, por exemplo, o Google, cujos anúncios relacionados com busca são oferecidos aos usuários quando estes estão a ponto de fazer uma compra. Grande parte da receita do Facebook vem da exibição de anúncios de pé de página. E, embora venha a se beneficiar do crescente interesse de publicitários em promoções boca-a-boca, a empresa terá de batalhar por esses dólares com a mídia tradicional, cujo conteúdo também a torna atraente à publicidade das redes sociais.

Apesar disto, os investidores ainda estão se digladiando para ter acesso às ações do Facebook – e o Goldman Sachs está disposto a ajudá-los, desde que concordem em aceitar algumas regras. Consta que os clientes que pensam em se associar ao fundo do Facebook estão sendo sondados para fazer um depósito de, pelo menos, 2 milhões de dólares cada um e, além disso, não negociar quaisquer ações que venham a receber pelo menos até 2013.

Um problema distinto para o Facebook e o Goldman Sachs é que o fundo planejado pelo banco poderia ter problemas com a Comissão de Segurança e Câmbio [Securities and Exchange Commission – SEC, o equivalente americano à brasileira Comissão de Valores Mobiliários]. No dia 3 de janeiro, uma corretora que trabalha com ações de empresas privadas, a SecondMarket, disse que recebera um questionário da SEC sobre fundos de investimentos em pool, criados para comprar ações de companhias privadas – exatamente o tipo de veículo que o Goldman Sachs planeja para possíveis investidores do Facebook.

Nos meses recentes, várias outras instituições financeiras criaram veículos de objetivos específicos semelhantes que fazem investimentos nas ações das empresas, o que chamou a atenção da SEC. Isso suscitou previsões de que medidas regulatórias poderão vir a tratar tais entidades não como um acionista individual, mas como um grupo de investidores individuais. Isso poderia ter implicações importantes para as companhias em que eles investem. Uma das regras da SEC exige que empresas privadas com 500 ou mais acionistas registrados em determinado tipo de ação publiquem, a cada quatro meses, relatórios financeiros feitos por auditoria. Diante de tais obrigações, a maioria das empresas procura abrir o capital na bolsa de valores. Essa regra foi um dos motivos que levou o Google, em última instância, a tornar-se público em 2004.

Uma delicada questão de equilíbrio

Tornar-se público, agora, seria um pesadelo para o Facebook e Mark Zuckerberg, seu fundador e principal executivo, de quem consta que disse que gostaria de adiar uma oferta pública inicial (IPO) pelo maior prazo possível. Também consta que a empresa teria menos de 500 acionistas no final do ano passado, incluindo empregados e capitalistas que investiram em pool. Portanto, não há dúvida de que a esperança é evitar ter seus braços torcidos.

Aparentemente, o Facebook e o Goldman Sachs têm a lei de seu lado. Joseph Grundfest, professor na Faculdade de Direito de Stanford e ex-integrante da SEC, assinala que a regra em questão determina, de maneira clara, que um fundo como aquele planejado pelo Goldman Sachs deveria ser tratado como um acionista individual. "Se alguém disser que o Goldman Sachs está violando a lei, obviamente desconhece a lei", diz ele. Se medidas regulatórias interpretassem a regra de outra forma, as consequências iriam longe e atingiriam, por exemplo, as indústrias de capital aberto em pool, nas quais fundos com múltiplos investidores frequentemente investem em empresas privadas.

No entanto, alguns observadores dizem que a SEC poderá ser tentada a concluir que o novo gênero de veículos específicos que vem sendo criado por investidores como o Goldman Sachs foram especificamente planejados para funcionar na regra dos 500 acionistas. Potencialmente, poderão abarcar uma quantidade mais ampla de investidores do que um fundo de investimentos em pool típico e poderão atrair uma verificação mais precisa.

As medidas regulatórias devem proteger os investidores e avaliar as preocupações das empresas que preferem se manter privadas. Trata-se de uma delicada questão de equilíbrio. Mas qualquer pessoa que invista num mercado tão efervescente sabe, com certeza, que também corre riscos. No meio tempo, o Goldman Sachs e outros bancos que esperem tornar esses veículos um grande negócio deveriam pensar em fazer amizade com bons advogados.

Observatório da Imprensa

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Robô substitui professor em sala de aula

Cerca de 30 robôs-professores foram introduzidos em salas de aula de 20 escolas primárias da Coreia do Sul. As máquinas, criadas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia do país, tem a intenção de ensinar a língua inglesa para alunos sul-coreanos que não têm contato com o idioma.

Os robôs, chamados "Engkey", são controlados ao vivo por professores de inglês a partir das Filipinas. Eles têm pouco mais de 1 m de altura e possuem uma tela que capta e mostra o rosto do professor que está, à distância, dando a aula. Os "Engkey" ainda conseguem ler os livros físicos dos alunos e dançar movimentos a cabeça e os braços.

Segundo Sagong Seong-Dae, cientista do Instituto, a questão financeira contou para a substituição do humano pela máquina. "Com boa formação e experiência, os professores filipinos são uma mão-de-obra mais barata do que os daqui", contou ao site britânico Daily Mail.

Kim Mi-Young, uma oficial do departamento de educação do país, afirmou também ao site que a experiência foi bem-vinda. "As crianças parecem amar os robôs porque eles são bonitinhos. Mas alguns adultos também mostraram um interesse especial afirmando que se sentem menos nervosos de convesarem com máquinas do que com pessoas de verdade", contou.

Mi-Young fez questão de destacar, no entanto, que os robôs não vão substituir completamente a atuação dos professores humanos, apesar do investimento governamental de cerca de US$ 1,5 milhão, algo em torno de R$ 2,5 milhões. Cada robô tem o preço de aproximadamente R$ 12 mil.

Com informações do Terra Brasil


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Twitter está censurando o WikiLeaks?

Rumores é o que não estão faltando. Diversas análises e dezenas de especialistas em monitoramento de redes sociais estão criticando o Twitter e seu famoso Trending Topics, os termos mais citados no microblog.
Ao que tudo indica, após o Twitter e o Facebook cancelarem as contas dos usuários que apoiaram Julian Assange nos ataques ciberativistas, a rede social de 140 caracteres estaria manipulando os TT´s e censurando a aparição do fundador do WikiLeaks. Para muitos, inclusive, está mais do que confirmado que os Trending Topics não conduzem com o que realmente é mais comentado no Twitter. Confira uma análise:


Por Cleyton Carlos Torres, jornalista e blogueiro do Blog Mídia8!

Google e jornais brasileiros fazem acordo para busca de notícias na internet

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e o Google firmaram um acordo que estabelece novas regras para a busca de notícias na internet, noticia O Globo. Quando o usuário buscar palavras no Google Notícias, aparecerá apenas uma linha de cada reportagem listada. Antes eram exibidas até três linhas de conteúdo.

Segundo a ANJ, a intenção do protocolo “Uma Linha no Google News” é atrair o leitor para as fontes originais, ou seja, os sites das empresas jornalísticas. O protocolo terá duração de seis meses, durante o qual será avaliado o comportamento dos leitores, através da ferramenta Google Analytics.


Atualmente, nem todos os veículos permitem que seu conteúdo seja exibido no Google Notícias, como é o caso da Folha e do UOL. Como explica o jornal paulista, enquanto alguns meios de comunicação veem o Google como um inimigo que distribui conteúdo sem pagar por isso, outros encaram o site como um parceiro que ajuda a gerar tráfego. A parceria com a ANJ também prevê treinamentos para incrementar notícias e atrair anunciantes, diz a Folha.

Com informações do Knight Center.

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