segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lula contratou 151,2 mil servidores por concurso; 193% a mais que FHC

"Todos os anos, cerca de três milhões de pessoas se matriculam em cursos preparatórios para concursos públicos em busca de estabilidade, salário garantido, plano de saúde e uma vida tranquila. A estimativa é da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), que avalia em R$ 50 bilhões anuais a injeção de recursos na economia por todos os agentes do segmento de concursos. Na esfera federal, 1,1 milhão de servidores estão atualmente lotados em empresas, fundações e autarquias dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Apenas durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressaram no Executivo 151,2 mil servidores, número 193% maior que os 51,6 mil contratados para a carreira pública no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Os dados integram o boletim estatístico de pessoal do Ministério do Planejamento e foram divulgados neste mês, com atualização até setembro. As nomeações apenas até setembro deste ano (32.302) já batem o recorde dos últimos 15 anos, e são 347% superiores as realizadas no decorrer de 2003 (7.220), quando o presidente Lula assumiu o governo. Os números podem ser ainda maiores, depois de confirmados os resultados de admissões feitas entre outubro e dezembro (veja aqui a tabela).

Desde 1995, ingressaram no serviço público 202,8 mil servidores, dos quais 75% sob a gestão de Lula. Cerca de 60% (122,5 mil) são professores, engenheiros, médicos, administradores, bibliotecários, entre outras profissões de nível superior. Outros 38% (77,9 mil) têm nível de escolaridade intermediário, como auxiliar de enfermagem, técnico de contabilidade e assistente administrativo. Mais 1% (2,5 mil) são cozinheiros, copeiros, encanadores, marceneiros e auxiliares de serviços gerais.”
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Amanda Costa, Contas Abertas

Bolsa Família tem 12,8 milhões de famílias atendidas em 2010

“O Bolsa Família tornou-se o principal programa social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2003, ano de criação, o programa atendeu a 3,6 milhões de famílias. Fechará o ano de 2010 com 12,8 milhões de famílias atendidas, quase 50 milhões de brasileiros. Mais da metade das famílias estão no Nordeste.

Nesse período, o orçamento do programa, gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome mais do que quadruplicou, passando de R$ 3,4 bilhões para R$ 13,4 bilhões.

O programa atende a famílias com renda de até R$ 140 por pessoa, consideradas pobres, e de até R$ 70 per capita, em extrema pobreza. Os benefícios variam de R$ 22 a R$ 200 dependendo da renda e do tamanho da família. A média do benefício é de R$ 97.

No decorrer desses anos, o Bolsa Família foi criticado ao ser apontado como uma iniciativa assistencialista que desestimula a busca por melhores condições de vida, de não ter fiscalização, além de ter sido alvo de fraudes e irregularidades. Diante desse cenário, o governo adotou medidas como a adoção do cadastro único e de controle do cumprimento das condicionalidades por parte das famílias.”
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Redação, Correio do Brasil

domingo, 26 de dezembro de 2010

Obama aprova norma que põe em causa neutralidade na internet

Neutralidade da rede é um principio aplicado à internet que prevê que tudo que esta na rede pelo menos o conteúdo legal pode circular sem limitações de conteúdo, origem ou plataforma. Por exemplo, ao assinar com um provedor de internet, você tem o direito automático ao uso do Google ou do Cybervida, sem que nem você, nem os sites sejam obrigados a pagar ao seu provedor (ou intermediários) pelo uso de sua largura de banda, está implícito que ao pagar pelo acesso, você tem o direito a tudo.

Uma das promesas de campanha do então presidente Barack Obama foi proteger a liberdade na internet. Ele disse em novembro de 2007: “Assumirei pessoalmente o compromisso com a neutralidade da rede, porque quando os provedores começam a privilegiar alguns aplicativos ou sites acima de outros, as vozes menores são silenciadas e todos perdemos. A internet é possivelmente a rede mais aberta da história e debemos mantê-la assim”.

Voltemos a dezembro de 2010, momento em que Obama claramente não está assumindo esse compromisso, motivado por gigantes como AT&T, Verizon e Comcast. Junto a ele se encontra o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, em sua sigla em inglês), Julius Genachowski,companheiro de Obama na Faculdade de Direito de Harvard e nas quadras de basquete, que acaba de conseguir a aprovação de uma norma sobre neutralidade da rede que os ativistas da internet consideram desastrosa.

O diretor da revista Free Press, Craig Aaron, afirmou: “Essa proposta parece repleta de vazios legais que deixam a porta aberta a todo tipo de abusos no futuro, o que permitiría que empresas como AT&T, Comcast, Verizon e os grandes provedores de serviços na internet decidam que sites funcionarão, quais não e quais poderão receber um tratamento especial”.

Para o comediante eleito senador, Al Franken, democrata por Minnesotta, as novas normas sobre neutralidade da rede não devem ser tomadas como uma brincadeira, já que as mesmas podem permitir a redes móveis como AT&T e Verizon Wireless bloquear por completo certos conteúdos e aplicativos quando quiserem. Franken deu o seguinte exemplo: “Talvez você goste do Google Maps. Bom, é uma pena. Se a FCC aprova esta norma, a Verizon poderá cortar o acesso a esse aplicativo em seu telefone e obrigá-lo a usar o seu próprio programa de mapas, Verizon Navigator, ainda que não seja tão bom e ainda que tenha que pagar para utilizá-lo, já que o Google Maps é gratuito. Se as empresas tiverem permissão para priorizar conteúdo na internet ou para bloquear aplicativos no iPhone, não há nada que impeça esas mesmas empresas de censurar um discurso político”.

A AT&T é um dos conglomerados que, segundo os ativistas, praticamente redigiu as normas da FCC promovidas por Genachowski. Já fomos testemunhas de mudanças radicais desse tipo. Semanas antes de sua promessa de neutralidade na rede, realizada em 2007, o então senador Obama contratou a AT&T, que foi denunciada por participar de escutas telefônicas sem ordem judicial contra cidadãos estadunidenses a pedido do governo de Bush. A AT&T queria imunidade judicial retroativa. O porta voz da campanha de Obama, Bill Burton, disse a Talking Points Memo: “Para ser claro: Barack apoiará a obstrução de qualquer projeto de lei que inclua a imunidade retroativa às empresas de telecomunicações”.

Mas, em julho de 2008, um mês antes da Convenção Nacional Democrata, quando Obama era o possível candidato à presidencia, ele não somente não obstruiu, mas também votou a favor do projeto de lei que outorgou imunidade judicial retroativa às empresas de telecomunicações. A AT&T conseguiu o que queria, e rápidamente mostrou seu agradecimento. A bolsa oficial entregue a cada delegado da convenção trazia estampado um grande logo da AT&T. A empresa organizou uma festa para os delegados, à qual a imprensa não teve acesso, para festejar que o Partido Democrata havia firmado sua liberdade.

AT&T, Verizon,a gigante de televisão a cabo Comcast e outras empresas expressaram seu apoio à nova norma das FCC. Os aliados democratas de Genachowski na comissão são Michael Copps e Mignon Clyburn (filha do líder da maioria da Câmara de Representantes, James Clyburn). Novamente, Criag Aaron, da Free Press, registrou:

“Entendemos que Copps e Clyburn tentaram melhorar esas normas, mas Genachowski se negou a ceder, aparentemente devido ao fato de que já havia firmado um acordo com a AT&T e os lobistas da tv a cabo acerca do alcance das normas”.

Clyburn advertiu que as normas poderiam permitir que os provedores de internet móvel adotem práticas discriminatórias e que as comunidades pobres, em particular afroestadunidenses e latinos, usem os serviços de internet móvel mais que as conexões a cabo.

Craig Aaron considera lamentável o poder dos lobistas da industria de telecomunicações e de tv a cabo em Washington: “Nos últimos anos deslocaram 500 lobistas, basicamente um para cada membro do Congresso, e isso é somente o que declaram abertamente. A AT&T é a empresa que doou mais dinheiro para campanhas políticas em toda a história. E a Comcast, a Verizon e as outras grandes empresas não ficam atrás. Estamos realmente vendo esse jogo aqui. Mais uma vez, os grandes interesses empresariais estão utilizando sua influência, suas contribuições para as campanhas, para eliminar qualquer ameaça a seu poder, a seus planos para o futuro da internet. Quando a AT&T quer reunir todos os seus lobistas, não há uma sala que abrigue a todos. Tiveram que alugar uma sala de cinema. As pessoas que representam o interesse público e que lutam pela internet livre e aberta aqui em Washington ainda podem compartilhar o mesmo táxi.

O dinheiro das campanhas eleitorais é, mais do que nunca, o que mantém vivos os políticos estadunidenses, e podem estar certos que Obama e seus assessores estão pensando na eleição de 2021, que provavelmente será a mais cara da história dos Estados Unidos. Acredita-se que o uso enérgico e inovador da internet e das tecnologias de celular ajudaram Obama a asegurar sua vitória em 2008. A medida que a internet aberta é cada vez mais restringida nos Estados Unidos, e que as empresas que controlam a internet se tornam cada vez mais poderosas, é possível que não exista essa participação democrática por muito mais tempo.

(*) Denis Moynihan colaborou na produção jornalística dessa coluna

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Carta Maior e Esquerda.net/ Democracy Now

sábado, 25 de dezembro de 2010

Nova batalha de Assange: evitar extradição para EUA

Numa entrevista ao jornal britânico Guardian, em Ellingham Hall, na casa onde se encontra em prisão domiciliar, Julian Assange afirmou recear pela sua vida caso seja extraditado para os EUA.

Segundo o fundador da Wikileaks, o procurador-geral dos EUA, Eric Holder, quer indiciá-lo como co-conspirador e está também pensando em acusá-lo de “pirataria informática” e “apoio ao terrorismo”. Para tanto, o governo Obama estaria tentando chegar a um acordo judicial com Bradley Manning, o oficial de inteligência de 23 anos que alegadamente teria fornecido centenas de milhares de documentos secretos do governo americano à Wikileaks.

Caso a sua extradição se venha a confirmar, Assange acredita que existe uma grande hipótese de ser assassinado “ao estilo Jack Ruby” – homem que matou Lee Harvey Oswald antes que este pudesse ser julgado pelo assassinato do presidente americano John F. Kennedy, em 1963 – no sistema prisional dos EUA.

Julian Assange considera, contudo, que David Cameron e Nick Clegg estão numa posição mais forte do que o governo anterior para resistir a um pedido de extradição por parte dos Estados Unidos. A palavra final sobre o seu destino, caso seja acusado de espionagem, estará nas mãos do primeiro-ministro inglês.

“Legalmente, o Reino Unido tem o direito de não extradição em caso de crimes políticos. Espionagem é o caso clássico de crimes políticos. Fica ao critério do governo do Reino Unido a aplicação dessa exceção”, adiantou Assange. Para o fundador da Wikileaks, “É tudo uma questão de política. Podemos presumir que haverá uma tentativa de influenciar a opinião política do Reino Unido, e influenciar a sua percepção enquanto ator moral”.

Do portal Esquerda.net

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal a todos Amigos e Leitores...

"Natal é tempo... de dar um toque na vida com as cores da esperança, da , da paz e do amor. Também é tempo de preparar, em nosso coração e em nosso lar, um espaço para acolher as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré e aceitar as inevitáveis surpresas da vida. Natal é tempo... de olhar para o céu, encantarmo-nos com a luz das estrelas e seguir a estrela-guia. É tempo abençoado de dar mais atenção à criança que mora em cada um de nós e às que encontramos em nosso peregrinar, à procura do caminho que nos leva ao Deus-Menino. Natal é tempo... de mais uma vez ouvir, acolher e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus. É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz e, olhando para os “anjos aqui na Terra”, dar a nossa contribuição, para tornar este nosso espaço um pouco mais parecido com o Céu. Natal é tempo... de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe e envolvermo-nos em silêncio orante. É tempo de agradecer as manifestações de Deus e deixarmo-nos extasiar por esse Divino Amor que, na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria, veio iluminar nossa fé. Natal é tempo... de olhar para o mundo, alimentar a chama do amor e apreciar o milagre da vida. É tempo de seguir com atenção e humildade os passos dos pastores e os daqueles que têm coração simples e, em gestos de ternura, sintonizar mentes e aconchegar corações. Natal é tempo... de pensar no irmão próximo e distante e de colaborar para o renascer do amor. É tempo de, amorosamente, recompor a vida, perdoar e abraçar, com a ternura e a misericórdia do Coração de Deus, os registros de nossa infância e dos anos que já vivemos. Na jubilosa esperança do Natal de Jesus Cristo, estejamos atentos para perceber e realizar o bem que estiver ao nosso alcance e sermos um compreensível eco da mensagem de paz daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo, de Maria nasceu o Salvador."

Um Feliz Natal cheio de saúde, união, felicidade, sucesso, paz, harmonia, alegria e muito amor.

Estes são os Sinceros votos do Brasil Informado a todos os amigos e leitores!



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Imprensa mantém influência na agenda noticiosa mas perde poder político na formação das percepções do público

"Uma pesquisa divulgada pelo European Journalism Observatory (Observatório Europeu do Jornalismo) revelou que existe uma forte coincidência entre as agendas noticiosas dos jornais impressos e dos portais informativos online em 60% dos casos estudados numa amostra de 3.900 notícias publicadas da imprensa norte-americana.
O estudo — baseado em trabalho publicado na edição de dezembro da revista Journal of Mass Communication Quarterly — revela também como a agenda da imprensa online e offline está se afastando cada vez mais da lista de assuntos mais comentados em blogs, redes sociais, twitter e outros sites produzidos por indivíduos com e sem formação jornalística.
Uma amostra de notícias analisadas pelo pesquisador Scott Maier, professor associado da universidade de Oregon, indicou que além da coincidência na escolha de temas, a imprensa convencional e os portais noticiosos coincidem também no enfoque das informações publicadas.
Em compensação, apenas 1/3 dos blogs, páginas pessoais e notícias publicadas em redes sociais mostrou alguma relação com as manchetes e notícias mais importantes publicadas na imprensa. Os veículos alternativos de informação preferiram comentar e trocar informações sobre os temas incluídos na agenda da grande imprensa.
Além de confirmar o divórcio entre a agenda da mídia e a agenda dos cidadãos, as conclusões da pesquisa deixam claro, por outro lado, que os blogs tendem a ocupar um espaço semelhante ao dos talk shows radiofônicos em matéria de participação do público.
A coincidência de agendas mostra que a imprensa tradicional continua ditando as regras em matéria de temas a serem explorados pelos portais informativos. Esta tendência é explicada pelo fato de que a maioria dos jornalistas na web ainda mantém os valores e rotinas da imprensa escrita, apesar de usarem ferramentas digitais.”
Artigo Completo, ::Aqui::

Carlos Castilho, Observatório da Imprensa

Le Monde elege Julian Assange como "homem do ano"; Zuckerberg fica em 3º

“O criador do site Facebook, Mark Zuckerberg, é o homem do ano para a aclamada revista Time. Já o francês Le Monde discorda e coloca o jornalista Julian Assange, criador do WikiLeaks, como principal destaque de 2010.

Eleito pela redação do jornal, Assange será homenageado com uma capa e um artigo biográfico que será publicado na próxima sexta-feira (24) em um suplemento especial da publicação.

Assange também ganhou na eleição dos internautas. Os leitores da versão on-line do Le Monde elegeram Assange como "homem do ano", com 56,2% dos votos, na frente do prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo (22,3%) e do americano Mark Zuckerberg (6,9%), fundador do Facebook.

Segundo informações da agência de notícias AFP, o Le Monde é um dos cinco grandes jornais ocidentais (junto com o The New York Times, The Guardian, El País e Der Spiegel) que se associou ao WikiLeaks para publicar milhares de documentos secretos da diplomacia americana.

No Brasil, Folha de S.Paulo e O Globo fizeram acordo parecido.”

Redação, Portal IMPRENSA

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