quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pesquisa revela expectativa recorde dos brasileiros nos principais setores socioeconômicos

“O Índice do Cidadão (IC), que compõe as pesquisas CNT/Sensus a partir da média de cinco variáveis socioeconômicas, atingiu recordes de avaliação e na expectativa dos brasileiros. Segundo pesquisa divulgada hoje (29) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a avaliação - relativa aos últimos seis meses - é de 59,55, e a expectativa para os próximos seis meses é de 76,45. São os melhores desempenhos medidos desde abril de 2007, quando o cálculo chegou à metodologia usada atualmente.

Entre as cinco variáveis que compões o IC Avaliação, três obtiveram melhor desempenho em comparação com maio deste ano: emprego (cuja avaliação “melhorou”, passando de 57,8% para 63,7%), renda mensal (de 38,3% para 39,6%), e segurança pública (26,3% para 38,1%). Nas áreas de educação e saúde, o percentual de entrevistados que acreditam que a situação melhorou nos últimos seis meses caiu de 48% para 43,3% e de 31,8% para 30,3%, respectivamente.

Em relação à expectativa para os próximos seis meses, subiu a estatística de brasileiros que afirmam que a situação vai melhorar nas áreas de emprego (59,7% para 61,9%), saúde (54,7% para 59%), educação (58,9% para 61,6%) e segurança pública (50,9% e 60,4%).

Ainda na área de segurança pública, a pesquisa revela que a maioria dos entrevistados aprovou a ação conjunta das polícias na pacificação do Complexo do Alemão: 90,6% se declararam favoráveis, 7,1%, contra e 2,4% não opinaram.

Foram ouvidas 2 mil pessoas em 136 municípios de 24 estados entre os dias 23 e 27 de dezembro. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.” Por Agência Brasil

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Brasil entra no grupo de países com baixo índice de cárie, diz pesquisa

O Brasil entrou no grupo de países com baixa prevalência de cárie, de acordo com os resultados da segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2010), divulgada nesta terça (28), em Brasília, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Em 2003, quando foi divulgada a primeira edição da pesquisa, o país tinha índice 2,8, e, em 2010, 2,1. Os países com baixa prevalência são os que têm indicador CPO entre 1,2 e 2,6, segundo classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O indicador CPO é composto pela soma de dentes cariados, perdidos e obturados em uma mesma faixa etária. O índice pode variar de 0 a 32 e representa, em média, o número de dentes doentes na boca de uma pessoa.

Por região
Das cinco regiões brasileiras, em quatro houve redução do índice no período, de acordo com a pesquisa. A região Nordeste baixou seu índice de 3,1 para 2,7; o Centro-Oeste foi de 3,1 para 2,6; o Sudeste saiu de 2,3 para 1,7; e o Sul baixou de 2,3 para 2.

A única região em que o índice cresceu foi a Norte: de 3,1 em 2003 para 3,2 neste ano.

ÍNDICE DE CÁRIES POR REGIÃO
Região
2003
2010
Centro-Oeste 3,1 2,6
Nordeste 3,1 2,7
Norte 3,1 3,2
Sudeste 2,3 1,7
Sul 2,3 2,0
Brasil 2,8 2,1
Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, do Ministério da Saúde

"Fica um indicativo de que nós precisamos adaptar as políticas públicas de saúde bucal às características da região Norte. São municípios de pequeno porte, com acesso diferenciado. A expectativa do ministério é que nós levemos equipamentos portáteis para atender as populações que ainda não têm acesso e expandir as equipes de saúde bucal. É uma região que requer um tratamento diferenciado", afirmou o coordenador nacional de Saúde Bucal, Gilberto Pucca.

A pesquisa também apontou o número de idosos que necessitam de prótese dentária. Atualmente, mais de 3 milhões de idosos precisam de prótese total, nas duas arcadas dentárias. Outros 4 milhões necessitam de prótese em apenas uma das arcadas.

"[Quanto a] esses milhões de idosos ainda sem acesso à prótese, o conjunto de laboratórios de próteses públicos já são capazes de produzir 500 mil por ano. E nada impede - pelo contrário, estimulamos - que os municípios possam credenciar laboratórios privados para que essa redução possa se dar em um período mais rápido", disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Segundo ele, é necessário avaliar a questão com uma "outra perspectiva". "Quando você pega décadas de abandono e descaso sem nenhuma política de um lado, e de outro lado você tem uma nova geração em que houve uma brutal redução da cárie dentária, o que aponta para o futuro é uma melhoria do quadro", declarou.

Metodologia
A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal 2010 entrevistou 38 mil pessoas divididas em cinco grupos etários, originárias de 177 municípios, incluindo todas as capitais, Distrito Federal e 30 municípios do interior de cada região.

Outros dados do estudo apontam que o número de crianças que nunca tiveram cárie até os 12 anos de idade cresceu de 31% para 44%, o que significa que 1,4 milhão de crianças nessa idade não têm nenhum dente cariado atualmente.

Considerando essa mesma idade, a pesquisa aponta uma queda de 26% na média de cáries dentárias nessas crianças. A idade de 12 anos é usada como referência pela OMS porque é nela que a dentição permanente está praticamente completa.

Novo ministro
O ministro José Gomes Temporão afirmou que se reunirá na tarde desta terça (28) com seu substituto na pasta, o atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

"Vou estar repassando para ele toda a agenda, o livro de encargos, os problemas em curto prazo, e trocar algumas ideias. Ele também é um médico sanitarista, de boa formação, então acho que a saúde vai estar bem entregue nas mãos do ministro Padilha', disse. do G1

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Brasil é o país latino-americano com mais beneficiários de programas de transferência de renda

“O Brasil lidera os países latino-americanos em programas de transferência de renda para populações carentes, seguido pelo México e pela Colômbia, segundo estudos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Pelos dados do órgão, mais de 100 milhões de pessoas ou 19% dos moradores da região são beneficiados pelos repasses feitos por meio dos programas de transferência de renda. O Programa Bolsa Família está à frente dos demais programas latino-americanos.

De acordo com dados do órgão, em média, os gastos dos programas representam apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nos países da região. Os programas com maior número de beneficiários em termos absolutos são o Bolsa Família no Brasil – 52 milhões de pessoas –, o Oportunidades, do México – 27 milhões de pessoas atendidas – e o programa Famílias em Ação da Colômbia – com 12 milhões de beneficiários.

A Cepal informou que há programas de transferência de renda em vigor em 18 países da região que atendem a 25 milhões de famílias, o equivalente a 113 milhões de pessoas – ou 19% da população da América Latina e no Caribe. De acordo com os especialistas, os programas colaboram para a redução a curto prazo da pobreza e para o fortalecimento do desenvolvimento humano.

Para a Cepal, os programas de transferência de renda devem ser interpretados como ferramentas “importantes” nas políticas sociais de combate à pobreza, de acordo com a agência. “Tratam-se de iniciativas de caráter não contributivo que procuram aumentar os níveis de consumo das famílias”, informou o relatório do órgão.

Alguns países começaram há pouco tempo a implementar os programas de transferência de renda, como Honduras com o projeto Bono 10 mil – que paga cerca de US$ 500 por ano por beneficiário.
De acordo com o relatório da Cepal, o Panorama Social da América Latina 2010, apresentado em novembro, contribuiu para diminuir o impacto da crise econômica e reduzir a desigualdade.”

Renata Giraldi, Agência Brasil

Transferência de renda a famílias define era Lula

O expressivo aumento das transferências de renda para as famílias foi a principal característica do gasto público durante o governo Lula, que passaram de 6,8% do Produto Interno Bruto em 2002 para 9% do PIB neste ano. Na prática, essas transferências - benefícios previdenciários e assistenciais, seguro desemprego, abono salarial e Bolsa Família - representam dinheiro que o governo coloca diretamente na mão do cidadão.

Governo: Gasto adicional de 2,2% do PIB significa que foram transferidos R$ 75 bi a mais em relação a 2002

Houve um gigantesco aumento das transferências de renda para as famílias durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Esta foi a principal marca do gasto público durante os oito anos do mandato do atual presidente. No período de seu governo, as despesas primárias da União (não inclui o pagamento de juros das dívidas públicas) cresceram muito, 2,9 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados do Ministério da Fazenda. Deste aumento, 2,2 pontos percentuais do PIB resultaram de gastos com as transferências de renda para as famílias, que subiram de 6,8% do PIB em 2002 para 9% do PIB este ano.

As transferências de renda compreendem os gastos do governo federal com o pagamento de benefícios previdenciários, seguro desemprego, abono salarial, benefícios assistenciais, definidos pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), e o programa Bolsa Família. Na prática, as transferências representam dinheiro que o governo coloca diretamente na mão do cidadão, sem intermediações. O gasto adicional de 2,2% do PIB significa que o governo está transferindo às famílias cerca de R$ 75 bilhões a mais do que em 2002.

O aumento das transferências foi tão grande que absorveu todo o crescimento da receita bruta da União (antes das transferências constitucionais para Estados e municípios) no período. Neste sentido, o atual governo pode dizer que transferiu para a população todo o aumento da carga tributária na área federal registrada durante o governo Lula.

O aumento das despesas primárias (2,9 pontos percentuais do PIB) superou o crescimento das receitas (2,2 pontos percentuais do PIB), segundo a radiografia feita pelo Ministério da Fazenda. Isso só foi possível pela redução do superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central).

Como pode ser visto na tabela ao lado, o superávit primário do governo central caiu 0,9 ponto percentual do PIB no governo Lula, em comparação com aquele registrado em 2002, sem considerar no cálculo o Fundo Soberano do Brasil (FSB) e a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal para a Petrobras, realizada durante o processo de capitalização da estatal este ano.

Mesmo com todos os aumentos salariais concedidos pelo presidente Lula aos servidores públicos, principalmente a partir de 2007, as despesas com pessoal da União, ativo e inativo, permaneceram no mesmo patamar de 2002, em proporção do PIB, ou seja, em torno de 4,7% do PIB. Esse resultado, em grande medida, decorreu da forte expansão real do PIB, a base de comparação, que foi de 4% ao ano, em média, durante o governo Lula.

Em termos reais, no entanto, a despesa com os servidores cresceu muito, pois ela acompanhou o aumento real do PIB do período. Este ano, os gastos com pessoal ficarão, em valores correntes, em torno de R$ 180 bilhões, contra R$ 75 bilhões em 2002, segundo o Boletim Estatístico de Pessoal, do Ministério do Planejamento. Para 2010, a previsão é que eles cheguem a R$ 200 bilhões.

Houve uma retomada dos investimentos públicos, após uma forte queda no primeiro mandato do presidente Lula. Em 2003, por conta do forte ajuste fiscal realizado pelo governo, os investimentos caíram para 0,3% do PIB, o menor nível já registrado. Em 2002, os investimentos ficaram em 0,8% do PIB. Este ano, a expectativa do Ministério da Fazenda é a de que eles atinjam 1,2% do PIB - um aumento de 0,4 ponto percentual do PIB em relação ao último ano do governo Fernando Henrique Cardoso.

As despesas do governo federal com saúde e educação subiram no governo Lula, mas em ritmo menor. Segundo os dados do Ministério da Fazenda, os gastos com custeio e investimento da saúde e educação aumentaram apenas 0,2 ponto percentual do PIB, em relação a 2002. Neste cálculo, não estão incluídas as despesas com pessoal das duas áreas. Se elas forem consideradas, o aumento chega a 0,5 ponto percentual do PIB.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, concorda que a principal marca do gasto público durante o governo Lula foi o aumento das transferências de renda para as famílias, mas ele destaca também a elevação dos investimentos público, principalmente no segundo mandato do presidente.

"A marca da política fiscal do governo Lula foi o aumento do papel do Estado na transferência de renda às famílias, principalmente para combater a pobreza, e uma recuperação dos investimentos. Houve um aumento expressivo dos investimentos, durante o segundo mandato, que passaram de 0,6% do PIB em 2006 para 1,2% do PIB este ano. Observou-se ainda, nestes últimos dois anos, maiores investimentos em educação", analisou o secretário.Valor Econômico

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

New York Times contra bloqueio financeiro à WikiLeaks

Editorial do diário norte-americano lembra que a organização não foi condenada por qualquer crime, e que sequer o Ministério da Justiça a processou. E se fosse um jornal a ser bloqueado? – questiona.

Num editorial publicado no dia de Natal, o diário norte-americano The New York Times

insurge-se contra a decisão de importantes agentes financeiros de bloquearem os pagamentos à WikiLeks. Visa, MasterCard e PayPal foram acompanhadas mais recentemente pelo Bank of America. O jornal sublinha que a WikiLeaks não foi condenada por qualquer crime, e que sequer o Ministério da Justiça formalizou ainda um processo pela revelação de comunicações confidenciais do Departamento de Estado.

O jornal ressalva que os bancos, como outras empresas, podem escolher com quem fazem negócios e podem recusar-se a abrir conta a uma entidade indesejável, vista como um risco. Mas bloquear pagamentos é outra coisa. “Um punhado de grandes bancos poderia potencialmente bloquear do sistema de pagamentos qualquer organização de que não gostassem, essencialmente retirando-a da economia mundial.”

O editorial explica que os bancos são diferentes de outros negócios, porque fazem funcionar o sistema de pagamentos. “Uma empresa de telecomunicações, por exemplo, não pode recusar telefone ou serviço de banda larga a uma organização de que não gosta, argumentando com o risco do negócio”, diz o NYT.

Uma questão mais preocupante é que a decisão tenha vindo depois de Julian Assange ter dito que no ano que vem vai divulgar dados que revelam corrupção na indústria financeira. “Em 2009, Assange disse que a WikiLeaks tinha o disco rígido de um executivo do Bank of America”, recorda o editorial.

O jornal questiona o que aconteceria se um punhado de grandes bancos decidisse cortar o acesso financeiro a um jornal que estava prestes a revelar verdades incómodas sobre as suas operações.

E conclui afirmando que esta decisão não devia ser encarada como uma questão de rotina a ser tomada pelos bancos.

Por Esquerda.net

TSE investirá R$ 143 milhões em urnas


O Tribunal Superior Eleitoral vai adquirir 117.835 urnas eletrônicas para as eleições municipais de 2012. O modelo, com leitor biométrico, é o mesmo usado em 60 municípios no pleito eleitoral deste ano, e permite a identificação do eleitor por meio da impressão digital. Serão investidos R$ 143 milhões para adquirir as urnas. Segundo o tribunal, a compra antecipada permitirá uma economia de 30%, já que a licitação para a escolha da empresa contratada foi feita no ano passado. (As informações são da Agência Brasil).

Sistemas de avaliação educacional se expandiram no governo Lula

“No início do governo Lula, o país tinha um sistema de avaliação educacional ainda tímido, com poucos exames e em sua maioria amostrais. Em oito anos, foram criados novas provas e índices que permitiram um retrato mais preciso da qualidade do ensino no país. Muitos desses resultados ainda mostram uma situação ruim em boa parte das escolas brasileiras. Entre os novos exames está a Prova Brasil, aplicada a alunos do 5° e 9° ano do ensino fundamental e o Exame Nacional do Desempenho de Estudantes (Enade), para aferir a qualidade dos cursos superiores.

A principal inovação foi a criação do Índice Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), lançado em 2005. A ideia era ter um indicador que pudesse funcionar como um termômetro da qualidade do ensino público, combinando a nota dos alunos na Prova Brasil com as taxas de aprovação. Ele foi desenvolvido pelo então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Reynaldo Fernandes, especialista em avaliação educacional.

O Ideb permite atribuir uma nota, em uma escala 0 a 10, para cada escola, município e estado, além de uma média nacional. Para Fernandes, o principal mérito do indicador foi conseguir estabelecer um sistema de metas de evolução para cada uma das escolas brasileiras, a partir do patamar em que elas se encontram. “Além da expansão das avaliações, o sistema de metas está comprometendo as redes com os bons resultados. Esse é o grande ganho que tivemos”, aponta.

Outro ponto positivo das mudanças implementadas no sistema foi a ampla publicidade aos resultados dos exames. Junto com esse crescimento veio também uma forte resistência de alguns setores da academia e dos profissionais em educação. Para Reynaldo, essas críticas são "naturais" e hoje os questionamentos se referem mais à forma como a sociedade e o governo utilizam e interpretam os dados.”
Matéria Completa, ::Aqui::

Amanda Cieglinski, Agência Brasil

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