segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nem só de publicidade vive o bom jornalismo

Era uma vez um jornal americano que começara a circular em 1851. Fundado por Henry Jarvis Raymond e George Jones, rapidamente espalhou-se para outros países, tomou corpo, ganhou credibilidade e hoje é tido como o mais influente do mundo. Mas isso não foi suficiente para que o New York Times se acomodasse. Atento à era tecnológica, é do tradicional impresso americano o passo que levanta a discussão do novo modelo rumo ao futuro - e sobrevivência - do jornalismo em tempos digitais.

Em janeiro deste ano, o NYT avisou que vai fechar o acesso gratuito ao conteúdo noticioso na internet. Para ler, só mediante pagamento de assinatura de US$ 20 mensais. De acordo com os porta-vozes, foi a saída encontrada para cobrir um buraco criado pela falta de anunciantes no site do diário, já que nem só de propaganda o bom jornalismo consegue viver. Então, cobrar ou não cobrar do leitor final? Esse é o dilema que chegou à indústria e promete ser pauta para muitas discussões.

A discussão é dividida essencialmente em dois polos. De um lado a aliança de Rupert Murdoch, dono da News Corp, e o NYT, cujos argumentos são de que fazer jornalismo com qualidade dá trabalho e custa caro, e de outro o Google e reprodutores de notícias, que sustentam a contrariedade à cobrança com base na circulação da informação livre e totalmente aberta.

Editor-chefe de conteúdos digitais do Grupo Estado, Pedro Doria é enfático. "É preciso dinheiro para manter uma boa redação. Para fazer um bom jornalismo, tem que ter alguém integralmente dedicado. Não dá pra ser dentista das 9h às 17h e jornalista depois disso", brinca. "Portanto, temos que produzir dinheiro para nos bancar", afirma. Segundo Doria, 90% do conteúdo informativo que circula na internet vêm de produção de grandes grupos de comunicação, daí a necessidade de reconhecer financeiramente a produção.

Futuro indefinido

Sobretudo, Doria fala que o momento é de incerteza, tanto para o mercado lá fora quanto para o grupo onde trabalha. "Nosso futuro é indefinido porque o futuro da imprensa é indefinido". Apesar disso, tudo indica que o Estadão não vai cobrar pelo conteúdo disponível no site do jornal. Porém, o jornalismo feito originalmente para o impresso já tem acesso fechado na plataforma digital, assim como será com a versão para iPad que em breve será taxada.

A posição é ratificada por João Rosas, diretor-executivo de Marketing e Mercado Leitor do Grupo Estado. "Cobramos porque é um princípio de respeito com o leitor do impresso e o conteúdo é de qualidade", explica. "Não vamos cobrar na internet". Rosas concorda que o ganho com publicidade não é suficiente para pagar a redação, embora represente a maioria do faturamento do grupo: 65% vêm de propaganda e o restante de assinatura.

Entre todos os modelos de negócio que despontam, o do NYT é aquele que Pedro Doria considera ser "o mais inteligente". Segundo ele, o site do jornal tende a sofrer impacto pequeno com a queda de audiência e ainda vai levantar receita junto aos leitores. É desse desafio que nasce a lição de como sobreviver deste misto já que, na visão intuitiva dele, esta deve ser a saída para os próximos passos do jornalismo. "Vamos descobrir agora com o NYT o resultado de tudo isso".

O Globo e o Zero Hora concordam

Expectativa semelhante paira sobre o jornal O Globo. "É uma iniciativa que os grandes têm que fazer. No entanto, é difícil fazer isso no Brasil pois, no primeiro momento, iríamos sofrer", observa Thiago Bispo, gerente Comercial do Digital O Globo. Ele acredita que à medida que o modelo de cobrança vingue nos EUA deverá servir de referência para a indústria mundo afora.

Marta Gleich, diretora de Internet do Grupo RBS, dono do jornal Zero Hora, concorda que apenas a publicidade não fecha a conta. No caso brasileiro, aponta, há tendência de que a reprodução do conteúdo do impresso seja cobrada. "Existe um certo consenso no Brasil de que essa parte deve ser cobrada. Praticamente todas as grandes publicações estão cobrando pela parte impressa. Acho que esse é um movimento que acontecerá muito forte nos tablets", prevê. Assim como fará o Estadão, o jornal sulista cobrará pelo conteúdo disponível na plataforma da Apple.

Independente da plataforma, Marta ressalta a importância da credibilidade do veículo em questão. "O consumidor compra o jornal porque sabe que ele é fonte de credibilidade. Então não interessa se a leitura é feita no papel, na internet ou no tablet. Acho que nós vamos encontrar o modelo de negócio com todas as plataformas unidas". Entretanto, historicamente, o leitor brasileiro não tem perfil de financiador, lembra Doria.

Ele cita exemplos de sites internacionais que pedem doações aos leitores para bancar os custos com a produção jornalística, prática incomum por aqui. O TPM é um deles. "É um blog com oito jornalistas que fazem uma cobertura política excepcional, e pedem doações. No Brasil ninguém conseguiu fazer isso ainda", analisa. Embora considere possível que aconteça no mercado brasileiro, atribui a falta de financiamento ao fato de o país ser uma democracia jovem. Ele acredita que geralmente a contribuição aparece em sistemas democráticos mais antigos, nos quais a população enxergam o bom jornalismo como "gesto de cidadania".

Quanto mais anunciante, mais liberdade

Por fora da questão comercial, o âmbito da atividade jornalística traz novos cenários para a discussão. Pedro Doria levanta o cerce do assunto. "Como jornalistas, devemos nos preocupar em como produzir jornalismo de qualidade, como manter a sociedade informada independente da discussão". Por isso ele defende a necessidade de variação de anunciantes, o que dá mais liberdade editorial aos veículos. "As fontes de renda devem ser mais fragmentadas. Se tenho 2 anunciantes, sou mais suscetível à pressão. Se um deles ameaçar tirar a verba, deixa de ter dinheiro para pagar as contas", diz.

Por Marcelo Gripa, AdNews

Em SP, ativistas garantem reunião para negociar a tarifa do ônibus

Audiência pública na Câmara foi marcada por tensão e explicações evasivas do secretário de Transportes; PT vai à Justiça contra cálculos apresentados pelo governo Kassab

O movimento que luta contra o aumento da passagem de ônibus na capital paulista conquistou a garantia de uma reunião com o Executivo municipal para negociar o valor da tarifa. Neste sábado (12), durante audiência pública na Câmara Municipal, manifestantes e vereadores debateram e cobraram do secretário de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, explicações sobre o valor de R$ 3.

Para Nina Cappello, representante do Movimento do Passe Livre, a audiência conquistada pelas manifestações nas ruas foi um sucesso. "A nossa saída foi ainda mais vitoriosa pois conseguimos estabelecer uma mesa de negociações entre os vereadores, a prefeitura e o movimento para falar sobre a revogação do aumento da passagem", comemorou Nina.

O presidente da Câmara, vereador José Police Neto (PSDB), afirmou que os parlamentares vão continuar a intermediar o diálogo entre os manifestantes e o poder público. "Eu garanto a vocês uma reunião antes do meio-dia da quinta-feira (17) e a presença de alguém do Executivo", prometeu.

A audiência, que durou aproximadamente quatro horas, foi marcada por palavras de ordem de cerca de 50 pessoas que foram autorizadas a entrar no plenário e calorosas discussões entre vereadores e manifestantes, que exigiam respostas mais claras do secretário de Transportes. O vereador Carlos Apolinário (DEM) foi chamado de fascista por dizer que pediria para um policial militar retirar estudantes que falassem novamente palavras de baixo calão.

No final do encontro, com abrupta saída do secretário, que não respondeu se a prefeitura abriria realmente o diálogo, manifestantes se aglomeraram no centro do plenário. Policiais causaram um empurra-empurra, garantindo a retirada de Branco e a finalização do debate.

Branco fez um discurso técnico, discorrendo sobre o custeio do transporte na cidade e enfatizando que o sistema é responsável por pagar o serviço prestado pelas empresas, o valor dos benefícios (como as gratuidades dos idosos e das pessoas com deficiência, e a meia passagem de estudantes) e pelos descontos dados em algumas tarifações, como a integração com trens e o Metrô.

Os vereadores do PT contestaram os valores e as especificações dos documentos que justificam o aumento. "O secretário não conseguiu sustentar, fica cada vez mais clara a fragilidade dessa planilha e da proposta apresentada pelo governo", argumenta o vereador Donato (PT).

Horas após a audiência, a bancada do PT emitiu nota informando que vai ingressar na Justiça para impugnar os cálculos utilizados pela gestão Gilberto Kassab. O partido chama atenção para gastos que subiram bastante de um ano para o outro, especialmente de combustível e de pneus, com variação muito superior à inflação. Em comunicado, a bancada petista indica que Kassab está realizando um aumento forte do preço neste ano para não ter de realizar reajuste em 2012, em meio à corrida eleitoral.

O movimento de luta contra o aumento, que inclui representantes de movimentos sociais, estudantis, partidos políticos e o Movimento do Passe Livre, marcou a próxima manifestação para quinta-feira (17), diante da Prefeitura, às 17h.

Por Jéssica Santos de Souza,Rede Brasil Atual

Globo diz que não vai incentivar beijo gay na tevê

Em 10 de dezembro do ano passado, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Trangêneros (ABGLT) enviou um ofício à Rede Globo solicitando maior comprometimento da empresa na luta contra a homofobia e cobrando a explicação de sucessivas censuras de beijos gays em telenovelas e séries da emissora. A ABGLT lembrou do corte de um beijo gay na série Clandestinos, que foi divulgado na internet, além da cena vetada na novela América.

Em resposta dada esta semana, o diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger, afirma que a empresa também combate o preconceito, a discriminação e promove a luta por direitos, mas aponta que o beijo gay é uma escolha artística dos núcleos da emissora e que não pode passar por cima da liberdade criativa de seus funcionários. “Não cabe promover o beijo gay, assim como não cabe promover o beijo hétero”, afirmou o diretor. Erlanger alegou ainda que a classificação indicativa brasileira, do Ministério da Justiça, é proibitiva a temas “sensíveis”, e que “A teledramaturgia – diferentemente das questões éticas e sociais – não é o ambiente adequado para levantar bandeiras de comportamento moral no campo da sexualidade, baseado na individualidade. Televisão aberta é o espaço do coletivo.”, afirmou.

Por fim, o diretor culpa a própria audiência pelo conservadorismo da Rede Globo em não exibir o tal beijo. Reconhecendo o papel das artes e da mídia para transgredir e lançar discussões, ele afirma que a emissora tem preocupação com o seu público. “Esse desafio torna-se mais difícil quando se trata de respeitar uma audiência não-segmentada, múltipla em suas expectativas e preferências”.

O diretor ainda lembrou de beijos gays exibidos nos programas “Mulheres Apaixonadas” e “Meus queridos Amigos”. O primeiro um selinho entre duas mulheres e o segundo um beijo roubado entre dois amigos.

Por Redação, Revista Lado A

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Globo fica em terceiro lugar na disputa matutina

Record e SBT bateram a Rede Globo na briga matutina desta quarta-feira (9). Entre as 8h45 e 9h40, a Record ficou na liderança do Ibope com 6 pontos contra 4,9 de índice médio do SBT e 4,8 da Rede Globo. Os números são de aferição prévia do instituto.

A Band ficou em quarto lugar na faixa de horário, com 2 pontos em média.

No horário da disputa, a Record passava o jornalístico Fala Brasil, enquanto a Globo transmitia o programa Mais Você, de Ana Maria Braga. Já o SBT e a Band passavam desenhos animados no horário.

Os números citados representam a audiência média. No horário de pico da diferença da disputa, às 8h56, a Record chegou a marcar 6,1 pontos contra 3,9 da Globo e 4,8 do SBT.


Veja no gráfico abaixo os índices das emissoras.

graficoaudiencia

Cada ponto no Ibope corresponde a cerca de 58 mil domicílios na Grande São Paulo.

do R7

Bush é procurado por acusação de tortura

O ex-presidente norte-americano George W. Bush pode ter desaparecido das manchetes dos jornais desde que deixou o cargo, em janeiro de 2009, mas os crimes atribuídos ao seu governo não são esquecidos.

O Centro de Direitos Constitucionais (CCR) divulgou no dia 7 a “acusação preliminar por torturas contra Bush”, um documento que descreve os aspectos centrais do caso contra o ex-presidente e a forma como violou a Convenção Contra a Tortura, assinada pelos Estados Unidos.

O CCR apresentou a iniciativa junto com outras 60 organizações, entre elas o Centro Europeu de Direitos Humanos e Constitucionais, com sede em Berlim. O fato coincidiu com o nono aniversário do dia em que Bush decidiu que os chamados “combatentes inimigos” tinham direito às proteções fundamentais previstas nas convenções de Genebra sobre presos de guerra. Duas vítimas de tortura se propuseram iniciar um processo penal em Genebra contra Bush, cuja chegada à Suíça estava prevista para o dia 12.

Nos casos de tortura, a legislação suíça exige a presença do acusado em seu território antes de iniciar a investigação. Ativistas pelos direitos humanos consideraram que a visita de Bush era a oportunidade perfeita para que esse país cumprisse sua obrigação como signatário da Convenção Contra a Tortura e para que ao ex-presidente chegasse a mensagem de que não gozaria de nenhuma exoneração especial, mesmo sendo ex-chefe de Estado. No entanto, Bush suspendeu a viagem.

“Em novembro de 2009, Bush reconheceu ter autorizado a tortura de presos sob custódia dos Estados Unidos”, disse à IPS a advogada do CCR Katherine Gallagher, também vice-presidente da Federação Internacional de Direitos Humanos. “Supõe-se que somos um país com um sólido Estado de direito e quando agimos com impunidade de forma tão descarada passamos uma péssima mensagem ao mundo”, acrescentou.

O afogamento simulado de um preso “é legal porque os advogados dizem que é legal. Não sou advogado”, disse Bush em novembro de 2010, ao ser entrevistado pelo jornalista Matt Lauer. “Claro que o faria”, respondeu o ex-presidente ao ser perguntado se voltaria a tomar a mesma decisão.

Além do caso apresentado pelo CCR, há mais dois iniciados na Espanha sobre as ações dos advogados constitucionais do governo Bush, o chamado “Bush 6”, autores do manual de tortura e arquitetos do contexto legal que o presidente invocou quando começaram as ações judiciais contra ele. “Os dois temas fazem parte dos esforços para designar responsabilidades que, espero, se fechem sobre os Estados Unidos”, disse Katherine à IPS. “O Bush 6 é integrado por pessoas que pretendem que a tortura seja aceitável, mas não é assim”, acrescentou.

A Casa Branca permanece em silêncio, enquanto juízes, de Madri a Genebra, investem contra o governo anterior. Nem o presidente Obama nem ninguém de seu staff deram apoio a algum dos cidadãos que lutam contra a impunidade. A Anistia Internacional e a Human Rights Watch (HRW) pediram a Washington que investigue de forma exaustiva as denúncias contra Bush e também o fim imediato da impunidade. “Ao menos, deveriam investigar a possibilidade de indiciamento”, disse à IPS a porta-voz da HRW, Laura Pitter. “Não há razão para que os tribunais dos Estados Unidos não iniciem uma investigação desse tipo, mesmo se baseando apenas no que Bush reconheceu publicamente”, acrescentou.

O impassível rosto de Obama ficou descoberto pelos milhares de documentos diplomáticos divulgados pelo Wikileaks no final do ano passado. Os telegramas revelam que seu governo mantinha contatos com funcionários espanhois para manter as investigações ocultas. “É uma grande decepção vindo de um presidente que era professor de direito constitucional”, disse Katherine à IPS. As organizações de direitos humanos acompanham atentas os processos, apesar da indiferença de Washington.

“Bush é um torturador e deve ser lembrado como tal”, disse Gavin Sullivan, do Centro Europeu de Direitos Humanos e Constitucionais. “Ele é responsável por autorizar torturas contra milhares de pessoas em Guantânamo e nos locais secretos que a CIA tem em todo mundo. Bush tem razão de estar preocupado, porque todos os países têm a obrigação de processar os torturadores”, acrescentou. E, talvez, mais importante do que as acusações sejam os sobreviventes, cujas vozes estão apagadas ou continuam ocultos em Guantânamo e que merecem que a justiça seja feita.

Por Kanya D’Almeida, publicado no jornal Brasil de Fato

Top 5: Formas de ganhar dinheiro com informática


A constante evolução da informática traz consigo novas oportunidades de negócio. Já existem muitas empresas explorando as mais diversas atividades, mas sempre há espaço para novos produtos e serviços. A chave para o sucesso ao entrar nesse mercado concorrido é oferecer produtos diferenciados, sob medida para as necessidades locais. Obviamente, a qualidade pode fazer a diferença a seu favor.

Acompanho há algum tempo as publicações que trazem idéias de negócios do ramo de tecnologia. As opções que listo abaixo sempre estão entre as citadas, ou seja, são fortes as possibilidades de que você se dê bem, caso resolva levar uma delas adiante.

5- Redes sociais: As redes sociais oferecem também algumas oportunidades de negócio. Como sendo uma coisa nova, ainda há muito a ser explorado. No momento, duas ações voltadas às redes sociais estão em alta: o monitoramento de marcas e o relacionamento com clientes. Ambas parecem ser atividades tranquilas, porém exigem muito cuidado, já que a marca é um dos maiores bens do seu cliente.

O monitoramento de marcas é usado pelas empresas como um termômetro de como ela é vista na internet. A grosso modo, trata-se de acompanhar o que estão falando sobre a empresa e seus produtos no Twitter, Facebook, Orkut e outras redes sociais, além de sugerir e desenvolver ações que possam reverter situações ruins. Se você não quiser desenvolver algo do zero, alguns sites da internet oferecem serviços que ajudam no trabalho de monitoramento.

Já o relacionamento com clientes via redes sociais consiste em atualizar constantemente os perfis, publicar novidades, postar tuites e interagir com os usuários das redes de forma a criar um verdadeiro clima de amizade entre empresa e clientes. Não é difícil, basta um pouco de empatia, criatividade e bom senso.

4- Suporte técnico para notebooks/netbooks/tablets: As vendas de notebooks e netbooks crescem diariamente, além dos tablets que estão chegando agora com tudo. Imagine quando começarem a dar problemas; é bom que haja quem possa oferecer assistência. Apesar de parecer igual, existem algumas particularidades entre a manutenção de desktops e notebooks; mas de qualquer forma, um serviço especializado chama mais atenção e cativa o público.

Oferecer um serviço personalizado de assistência ao consumidor desses produtos pode trazer um bom retorno. Ter conhecimento para identificar e corrigir defeitos e falhas é essencial, e na área de hardware só ler tutoriais não adianta, tem que colocar a mão na massa.

3- Digitalização de documentos: O papel está sendo substituido aos poucos, mas até ele ser completamente trocado pelos documentos digitais ainda vai levar algum tempo. Enquanto isso, as empresas acumulam pilhas de papeis em armários, e que muitas vezes nem são mais consultados. E como podemos ganhar dinheiro com isso? Oferecendo o serviço de digitalização de documentos, transformando pilhas de papéis em CDs ou DVDs.

O problema é que por enquanto, documentos digitais ainda não possuem valor legal, ou seja, não podem ser usados como prova num processo judicial, por exemplo. Caso você não possa oferecer o serviço de armazenamento dos documentos digitalizados, você pode sugerir digitalizar o material que está indo para descarte (aqueles que já não precisam mais ser guardados na empresa).

O que você precisa é de uma equipe pequena (porém especializada), com alguns scanners de qualidade e computadores potentes. Reúna as várias pilhas de processos de um advogado de forma organizada num CD, e veja como ele vai ficar feliz. Uma empresa com várias filiais pelo Brasil ganharia tempo se os documentos estivessem digitalizados e disponíveis para consulta online. Sim, a digitalização de documentos também combina com a intranet da empresa, ou mesmo com a web.


2- Smartphones chegaram para ficar: Existem milhares de smartphones e celulares circulando por aí, e a tendência é haver cada vez mais deles. As plafatormas são muitas: Android, iPhone, BlackBerry, Symbian… E outras devem surgir com o tempo. Logo, desenvolver aplicações para esses dispositivos é uma atividade com vasto mercado potencial, já que possibilita às empresas romper barreiras físicas e geográficas.

Medicina, advocacia, telefonia, educação, administração e gestão de negócios, agropecuaria… praticamente todas as áreas ainda carecem de aplicações móveis. Caso não seja viável criar algo novo, então é possível portar uma solução já existente (ou integrá-la) ao smartphone. Jogos muita gente já faz, mas quando falamos de aplicações voltadas ao ambiente corporativo, então temos um grande número de empresas que ainda não perceberam os benefícios das aplicações móveis. Se você já é empregado numa empresa qualquer, é provável que ela ainda não tenha nenhum sistema relacionado a dispositivos móveis.

A parte chata menos legal é que será necessário aprender sobre programação e banco de dados, dentre outras coisas. Se você tem facilidade com lógica e matemática, sorria: Existem bons cursos de programação para as plataformas mais populares, e se você não quiser quebrar a cabeça com Java, Object-C e outras, pode desenvolver algo com uma linguagem mais “light”, como PHP e disponibilizar a aplicação para acesso via web. O Google está cheio de links de tutoriais para você começar a sentir o gostinho da coisa. Depois de fazer os primeiros exemplos, você pode ir disponibilizando na internet, colhendo opiniões e conquistando usuários.

1- Vídeo online… ou não: O vídeo tem um apelo enorme na promoção de produtos e serviços, e as empresas só não utilizam-se disso pelo alto custo que as produtoras cobram. Versáteis, também fazem sucesso na internet – e vão continuar fazendo por muito tempo – principalmente após o surgimento do Youtube. Mas não se assuste, pois não é preciso inventar uma tecnologia nova para ganhar dinheiro com vídeo: Faça filmes corporativos, filmagens de festas/casamentos, video-aulas, etc. Se você oferecer algum serviço relacionado a vídeos na internet (video conferencia, streaming) melhor ainda. Lembre-se que estamos entrando na era da imagem HD e da TV digital, que podem ser um bom começo por serem ainda pouco explorados. Elabore um bom portfolio e vá a luta.

Recomenda-se que você tenha uma boa câmera e um computador (potente) para poder editar vídeos. Aprenda a usar um software editor de vídeos (o Adobe Premiere, por exemplo) pois isso possibilitará fazer cortes, montagens, adicionar textos e melhorar a qualidade do resultado final. Dependendo do que você fizer será necessário ter um estúdio, mas caso não tenha dinheiro, também é possível quebrar um galho alugando algum estúdio fotográfico.

Por Paulo Vanderley, publicado no Clube dos Downloads

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Vexame na Band: programa de Datena censura entrevista de Erundina

Nesta semana, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) teve uma entrevista vetada pela direção da Rádio Bandeirantes. A deputada iria falar sobre um projeto de lei por ela proposto, mas na manhã da entrevista recebeu uma ligação cancelando-a e como justificativa escutou: “Este veto é uma resposta aos ataques que a deputada vem fazendo à Rede Bandeirantes”.

A deputada Luiza Erundina é uma das parlamentares mais atuantes na luta pela democratização das comunicações, que em muitos momentos contraria os interesses das empresas de radiodifusão. Entretanto, o objetivo destas ações não é atacar nenhuma das emissoras e sim “motivar mais democracia e transparência no processo de renovação das concessões públicas de rádios e TVs”.

Abaixo reproduzimos a nota enviada pela assessoria da deputada, com mais detalhes sobre o caso.

Veto ao interesse público e ao direito à informação

A produção do programa Manhã Bandeirantes, na Rádio Bandeirantes de São Paulo, agendou uma entrevista por telefone com a deputada Luiza Erundina para esta quarta-feira, 9 de fevereiro, às 10h30. A pauta seria o Projeto de Lei n° 55/2011, apresentado pela deputada Erundina na Câmara, que institui referendo popular obrigatório para a fixação dos vencimentos do Presidente da República e dos parlamentares.

O projeto é de notório interesse público visto que o reajuste de 62% nos subsídios dos parlamentares aprovado no final de 2010 foi implacavelmente criticado por grande parte da população brasileira e pela imprensa. Inclusive, no dia anterior à entrevista com a deputada Luiza Erundina, o apresentador do programa Manhã Bandeirantes, José Luiz Datena, questionou a dificuldade para o reajuste do salário mínimo dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros enquanto que, o reajuste de 62% para os parlamentares foi votado e aprovado em caráter de urgência pela Casa, com voto da imensa maioria dos congressistas.

Nesse contexto estávamos, a deputada Luiza Erundina e sua assessoria, aguardando a ligação para a participar do programa quando, 1h antes da possível participação, recebemos uma outra ligação cancelando a entrevista. Tratava-se de um veto da direção do grupo.

Questionados sobre o porquê da censura, do veto à fala de uma parlamentar brasileira em um veículo da imprensa livre, sobre projeto de interesse público, fomos surpreendidos com uma justificativa de cunho absolutamente pessoal: “Este veto é uma resposta aos ataques que a deputada vem fazendo à Rede Bandeirantes”.

Ora, a deputada Luiza Erundina apresentou requerimento junto à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, para a realização de audiências públicas com o objetivo de debater a renovação de concessões públicas de rádio e TV. E ela não fez isso como um “ataque” pessoal à Rede Bandeirantes.

Ela apresentou requerimentos solicitando audiências públicas para debater o processo de renovação de emissoras ligadas à Rede Globo, à Rede Record e à Rede Bandeirantes, não como um ataque a essas emissoras, mas com o objetivo de motivar mais democracia e transparência no processo de renovação das concessões PÚBLICAS de rádios e TVs. (REQ-205/2009 CCTCI e REQ-220/2009)

O pleito da deputada Luiza Erundina foi absolutamente isento de pessoalidade. Apenas suscita o uso de instrumentos democráticos do Congresso – as audiências públicas – para a avaliação de um serviço de interesse público, antes da sua renovação por mais 15 anos.

Já o posicionamento da rede Bandeirantes revela exatamente o contrário: numa retaliação ao exercício parlamentar da deputada, priva a sociedade de ter mais informações sobre um Projeto de Lei de absoluto interesse público, já que os subsídios dos representantes do povo são oriundos do orçamento público, que pertence ao povo.

Episódios como este, violam o direito à informação, e revelam que a liberdade de expressão no Brasil, definitivamente, não é uma realidade. Isenção, impessoalidade, interesse público, direito à informação ainda são expressões estranhas à maioria dos meios de comunicação. Lamentável para as comunicações. Lamentável para o Brasil.

Por Juliana Sada, no blog Escrevinhador e também no vermelho.org

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