terça-feira, 5 de julho de 2011

Dez coisas que você precisa saber sobre o Google +

Conheça alguns recursos da nova rede social do Google e veja como ela pretente desbancar o Facebook

Getty Images
Mark Zuckerberg, criador do Facebook, é o perfil mais popular do Google+. Até quando ele vai achar graça na brincadeira?

Após as investidas frustradas do Google com o Buzz e o Wave, a nova aposta da gigante de tecnologia é o Google+, uma rede social que promete ser uma grande concorrente do Facebook.

Em sua estreia, na terça-feira passada (28/06), o Google empregou a tradicional manobra de permitir que apenas convidados VIPs acessem os novos projetos. Quem não era um convidado especial precisava cadastrar o e-mail e aguardar que a empresa fizesse a liberação para o uso – o que, provavelmente, pode ter deixado muita gente ansiosa para conhecer o novo concorrente do disputado mercado de redes sociais.

E ao que parece, a concorrência quer acompanhar de perto o andamento do projeto. Um perfil bem popular ronda o Google+ e já tem quase 30 mil seguidores. Com a marca alcançada, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se tornou em pouco tempo o usuário mais popular da nova rede, à frente, inclusive, de Larry Page, co-fundador do Google. “Por que as pessoas estão tão surpresas com o fato de eu ter uma conta no Google?”, afirmou o CEO do Facebook a Robert Scoble, blogueiro americano que tentou confirmar a veracidade do perfil.

Larry Page pode não ultrapassar seu ultrarrival no número de seguidores de sua própria criação, mas quem sabe pode garantir, em breve, a liderança das redes sociais.

Para descobrir do que o Google+ já é capaz, veja 10 coisas que você precisa saber sobre ele.

1) Círculos sociais. Assuntos que você não quer tratar com todos os seus amigos (ou familiares) agora não serão mais um problema. O Google + atinge a veia da privacidade e permite que o usuário divida seus contatos em grupos como “família”, “amigos”, “conhecidos” etc. E o melhor: nenhum de seus contatos saberá em qual dos grupos você o colocou.

2) Integração com outras ferramentas do Google. É ótimo poder acessar o Gmail e descobrir, pela barra superior, que você tem atualizações do Google +. Para visualizá-las, basta dar um clique. Além disso, também é possível fazer suas próprias atualizações por lá mesmo. O Picasa e o Buzz são outros exemplos de integração. E provavelmente o Google vai permitir que seus usuários também usem o Docs, Maps e outras ferramentas integradas.

3) Compartilhamento de conteúdo. Ao fazer uma busca no Google, não é mais necessário copiar o link e postar na rede social, aliás, você nem precisa entrar na matéria para fazer isso. Basta fazer a busca no Google, clicar no botão “+1” e recomendar o site aos amigos. É como um “curtir” do Facebook. Confira o vídeo com a demonstração:

Outro recurso é digitar na seção Sparks uma palavra-chave, como por exemplo, “filme”, e receber, na própria página do Google+, notícias e atualizações sobre o assunto (lembra um feed, mas não é). A vantagem é que em todas as suas ações, você poderá escolher com quem quer compartilhar.

4) Mais interação. Você pode conversar com os seus círculos via vídeo ou voz, basta instalar um plugin (é preciso ter Windows XP ou superior, Mac OS 10.5 ou superior ou Linux). Para bater papo por mensagens de texto, a rede estendeu o Google Talk do Gmail. Você pode abrir um chat em grupo e conversar com várias pessoas ao mesmo tempo.

5) Dispositivos móveis. Ao baixar o Google+ para o seu celular ou iPad, também será possível bater-papo em grupo ou fazer upload de vídeo ou fotos do aparelho na web. Depois é só compartilhar. Outra vantagem é que o processo de upload é automático no celular. A rede social já está disponível para celulares com Android, sistema operacional do Google, iPhone, Blackberry e Symbian.

6) Marcação de fotos. Você pode ou não aprovar a marcação de uma tag com seu nome nas fotos postadas. A marcação permitirá o acesso à imagem e ao álbum relacionado. Se você preferir excluir a tag criada, basta clicar "x" na tag. E caso você prefira que essa foto seja removida da rede, basta solicitar ao Google a remoção (Clique em "Ações" e selecione "Denunciar abuso"). Você pode também fazer uma lista com as pessoas que já estão autorizadas a marcá-lo nas fotos (Vá em "Configurações", no campo superior direito).

7) Localização. Para que seus amigos saibam onde você está, o Google+ oferece um botão na home da rede. Deve ser interessante, mas nos testes feitos por Época NEGÓCIOS no Firefox, o sistema errou ao tentar localizar onde se encontrava a reportagem. Errou de longe o bairro e, por consequência, o endereço. Acertou, pelo menos, a cidade.

8) Recursos no teclado. A letra "J" ou a barra de espaço do seu teclado podem servir para passar a postagem adiante sem precisar rodar a barra de rolagem. A letra "K" serve para voltar às mensagens iniciais.

9) Citar pessoas. O Google se valeu do mesmo recurso do Facebook para citar pessoas nas mensagens. Para que um sujeito saiba que você está falando dele, basta digitar o "@" (arroba) e clicar no nome dele. Quando o usuário utiliza esse recurso, a pessoa citada é alertada por e-mail - mas você pode optar por não ser avisado em "Configurações".

10) Backup. Muitas das coisas que você compartilha em uma rede social podem ter uma grande representação na sua vida, como fotos, notícias e contatos. O Google+ permite que você leve tudo isso para onde quiser, basta clicar em Configurações e escolher o que você deseja guardar.

Por Amanda Camasmie na Época

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Globo x teles: uma luta sangrenta

As operadoras de telefonia acusam a Globo de tentar barrar o projeto de lei (PLC 116) que abrirá o mercado de televisão a cabo para as teles pondo fim às restrições ao capital estrangeiro. Oficialmente, as operadoras não falam do assunto. Nos bastidores, porém, dizem que a Globo está tentando "segurar" ao máximo a tramitação do projeto.

Segundo as teles, o PLC abre a possibilidade de que as operadoras se associem a emissoras de TV para formar um novo programador de canais concorrente da Globosat, maior programadora da América Latina. A Globo nega. "Apoiamos a aprovação do projeto tal como se encontra no Senado", afirma Evandro Guimarães, vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo. Segundo ele, as acusações são infundadas.

Em uma carta enviada pelas Organizações Globo ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o grupo afirma que concorda com o projeto desde que "haja compromisso da liderança de que não haverá vetos do Executivo, que de qualquer forma possam mutilá-lo, provocando desequilíbrio nas relações entre produtores e distribuidores de conteúdo". Mas o governo ainda não deu garantias à Globo de que não haverá vetos.

Outra preocupação é a de que as teles continuem impedidas de controlar produtoras de conteúdo. A Oi não tem interesse nesse mercado no momento. Seu foco está na distribuição de conteúdos televisivos adquiridos de um programador e, no máximo, a possibilidade de negociar a compra dos direitos de transmissão de jogos ou eventos culturais (shows) diretamente.

Já na Telefónica existe um grupo discutindo a entrada no mercado de produção de conteúdo, mas, caso vingue, o projeto será de longo prazo. No governo, a expectativa é a de que, inicialmente, haja a formação de um novo competidor da Globosat.

Negociações abertas

A Record já fez proposta de parceria à Oi, mirando nessa nova oportunidade de negócio. Um dos sócios da operadora posicionou-se contrariamente à oferta, que previa até a construção de uma nova sede na zona portuária do Rio de Janeiro, que seria dividida entre Oi e Record.

Uma fonte ligada à Oi afirmou que, não fosse a resistência desse sócio, a operadora já estaria associada a uma emissora de televisão. A possível formação de um "consórcio" desse tipo abriria caminho para que a Oi turbinasse seu site iG competindo com o G1, da Globo, que têm conteúdos, como jogos de futebol, disponíveis.

Do sítio Vermelho

Também no blog do Miro

domingo, 12 de junho de 2011

População se junta aos bombeiros na luta pela anistia e melhores salários #anistiaaosbombeiros


Um dia após a libertação dos 439 bombeiros presos, milhares de pessoas se espremem pelo calçadão de Copacabana, na zona sul do Rio, neste domingo (12), em mais um dia de manifestações dos militares. A bandeira do movimento, que reivindicava melhores salários e condições de trabalho, foi deixada em segundo plano após a invasão do quartel central. Após as prisões e torturas e para evitar novas prisões ou que percam suas patentes, eles querem a anistia.

Caso consigam a anistia, é como se eles nunca tivessem cometido crimes. No último sábado, os bombeiros informaram que pretendem recolher 600 mil assinaturas. Com o documento em mãos, os deputados estaduais vão criar um projeto de lei pelo perdão aos militares.

A população, que tem dado apoio à corporação, foi às ruas. Entre os bombeiros, estão também professores e policiais militares. No meio de tanta gente, uma presença ilustre. A cantora Alcione deixou sua casa no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste, para dar apoio à classe.

- O Rio hoje é vermelho. Desde o Recreio, só vejo pessoas com camisas vermelhas. Eles merecem a anistia e um salário melhor. Eles merecem porque, justo no Rio, acontece tanta tragédia. É só a gente lembrar do Bumba, de Teresópolis e outras tantas tragédias. É por isso que eu fiz questão de vir aqui hoje, de vermelho, apoiar quem pode salvar a minha vida.

A Marrom falou também da união das pessoas pelos bombeiros.

É um fato inédito, nunca se viu uma mobilização popular tão grande. Ninguém vai conseguir reverter isso. Está parecendo final de campeonato, a praia está lotada.

Pelos cartazes na orla, é possível notar que diversas pessoas vieram de longe apoiar os bombeiros do Rio. Há faixas de Mato Groso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e da região Nordeste.

A tabela abaixo retrata a situação real da categoria:

tabela-ajustada

Ainda existe esperança: Prisão foi atrocidade contra heróis
Por: Marcos Pereira

Wilton Junior grande Ainda existe esperança

- Precisamos nos mobilizarmos não podemos aceitar este descaso com a categoria, ninguém vive com 950 reais nem muito menos o governador Sergio Cabral, vamos lutar por aqueles que lutam pela gente, quando eles queriam aprovaram o aumento deles, chegando a 61,83% para os senhores parlamentares, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice-presidente e dos ministros de Estado. Por isso a população precisa dar um basta!!! @alexbdsantos #anistiaaosbombeiros

Com Informações do R7

sábado, 11 de junho de 2011

Cartório ajudou Globo na grilagem de terreno do PROJAC, diz testemunha

Na CPI do 9º Ofício (na Assembleia Legislativa do RJ), que apura irregularidades na ocupação de terrenos da Barra da Tijuca (zona nobre do Rio de Janeiro), a advogada Maria Alcina Dias Torga afirmou que o Cartório do 9º Ofício facilitou a grilagem de um terreno de 300 mil metros quadrados para os donos das Organizações Globo.

“O cartório pegou esse terreno, desmembrou e fez quatro registros no nome de uma empresa chamada Dermesil…Comuniquei a irregularidade a diversos órgãos da Justiça e ao Ministério Público, mas nada foi feito.” – disse Maria Alcina.

A empresa Dermesil Comérico, Administração e Participação, pertenceria à família de Roberto Marinho, dono da Globo na época.

Nestas terras da cidade do Rio é que foi construído o PROJAC da TV Globo. (Do Jornal do Brasil)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Contradições no nosso país



Em discurso no Plenário da Câmara, o deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) fala sobre as contradições no nosso país. Ele lembra que enquanto o governo do Rio de Janeiro prende bombeiros, pais de família, a justiça solta e protege o banqueiro bandido Daniel Dantas.

domingo, 5 de junho de 2011

Video: O Reverso da Mídia (A Era da Insensatez)










quinta-feira, 2 de junho de 2011

EUA na internet: postura hipócrita

Por Iroel Sánchez, no blog cubano La Pupila Insomne:

O sítio Russia Today (http://rt.com) lembra que o governo dos EUA anunciou um investimento de 19 milhões de dólares em atividades destinadas à “luta contra a censura na internet” e em seu próprio território promove várias ações para censurar o uso da rede.

Projeto de lei para um “apagão presidencial”

Uma das controvérsias que gerou o debate sobre a liberdade de expressão na rede dos Estados Unidos foi o projeto de lei “Protecting Cyberspace as a National Asset Act” (Proteção do Ciberespaço como Bem Nacional – PCNAA), que está sendo examinado no congresso estadunidense. A proposta foi apresentada no verão passado e pretende dar ao presidente do país o poder para cortar a conexão da internet em situações de emergências, tais como os ciberataques massivos.

No caso da lei ser aprovada, os operadores da internet, as ferramentas de buscas e os fabricantes de softwares selecionados pelo governo serão obrigados a cumprir “imediatamente”, com o risco de sofrer multa, as medidas de emergências impostas pelo departamento de segurança nacional.

Coica: medida de censura à pirataria

Outra discussão foi gerada para combater a pirataria na rede. A pergunta é: até onde é possível chegar defendendo a propriedade intelectual sem colocar em risco a liberdade digital? O comitê jurídico do Senado aprovou um projeto legislativo para bloquear todos os sítios da internet dedicados a descargas ilegais e à venda de produtos falsificados.

A legislação, conhecida por sua sigla em inglês Coica (Combating Online Infringement and Counterfeits Act) – luta contra a inflação online e atos de falsificação – ao ser ratificada será aplicada a todas as páginas supostamente suspeitas, inclusive em outro países. O objetivo é acabar com os sítios nocivos, que distribuem ilegalmente materiais protegidos por direitos autorais. Assim, por exemplo, a página do Youtube seria uma das primeiras a entrar da mira dos legisladores.

Entre os críticos deste regulamento estão empresas poderosas como Google ou Yahoo, que estão vendo na medida uma encoberta forma de censura. Os especialistas advertem que também existe risco de que a medida seja replicada por governos autoritários que podem começar a bloquear domínios para se protegerem, alheios às preocupações sobre a violação de direitos autorais.

Vínculos com materiais terroristas

Os sítios que contêm links com material terrorista também são bloqueados. O problema é que não está preciso o que eles entendem por “material terrorista”. O sítio Blogetery foi suspenso do serviço de seu servidor, a empresa norte-americana BurstNet, por conter uma lista das “vítimas potenciais da Al Qaeda”, supostamente publicada na plataforma. Com o fechamento do sítio, mais de 70 mil blogs que a empresa hospedava saíram do ar automaticamente e sem aviso prévio aos usuários

EUA: pela liberdade do Facebook, não ao WikiLeaks

Para tratar de minimizar os danos causados pelo Wikileaks, as autoridades dos Estados Unidos não evitaram recorrer à censura. A Força Aérea dos EUA bloqueou o acesso de seus empregados ao sítio da mídia que publica os vazamentos. O porta-voz do Comando Espacial da Força Aérea no Colorado, Toni Tones, explicou que “foi bloqueado o acesso a sítios que contêm material impróprio, software malicioso e material classificado, como os publicados pelo WikiLeaks”.

O mal-estar causado no seio do Departamento de Estado pela página de Julian Assange, nem a Hillary Clinton ocultou. Durante sua palestra na Universidade George Washington, em fevereiro passado, a secretária de Estado reconheceu que o governo sofreu as conseqüências da divulgação de documentos secretos e fez um apelo para adotar um código de conduta às atividades da internet. Especificou que ao ser elaborado este documento não deveria de maneira nenhuma colocar em perigo o intercambio livre das redes sociais, tais como Twitter ou Facebook. As normas de conduta, então, seriam aplicadas nos casos como o do WikiLeaks.

Assange: “Facebook é a máquina espiã mais atroz já inventada”

Por que o Departamento de Estado é a favor das redes sociais? O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, denunciou em sua entrevista ao RT que a plataforma Facebook é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Serviço de Inteligência estadunidense.

“Facebook é a máquina espiã mais atroz já inventada. Contem a base de dados mais completa do mundo sobre as pessoas, suas relações, seus endereços, seus locais, suas comunicações com outras pessoas e seus parentes. E está situada nos Estados Unidos e tudo é acessível à Inteligência estadunidense”, advertiu. Acrescentou que Facebook, Yahoo e outras empresas têm as interfaces integradas à Inteligência norte-americana.

A Organização Demand Progress: exige uma internet sem censura

A organização estadunidense Demand Progress tenta deter um processo que avança a todo vapor. “Nossos líderes estimulam outros países para deixar de aplicar a censura na internet. Mas agora o Congresso dos EUA está tratando de censurar a internet em sua própria casa”, diz uma declaração publicada na página oficial da sociedade.

Com respeito ao debatido projeto Coica, os ativistas assinalam que “o fato de bloquear certas páginas é uma forma de censura dura que poderia surgir dos regimes ditatoriais, em que apenas uma pessoa pode decidir qual dos sítios podem ser proibidos e os que não podem”. Segundo o fundador da sociedade, Tim Berners-Lee, o que buscamos é “que se cumpra o princípio de que nenhum governo e nenhuma organização pode bloquear arbitrariamente o acesso à internet a nenhum cidadão”.

* Tradução de Sandra Luiz Alves.

Reproduzido por:Blog do Miro

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