Encerrada sua participação na cerimônia de posse da agora presidente Dilma Rousseff, Lula se despediu do povo em frente ao Palácio do Planalto
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Brasil Informado
Encerrada sua participação na cerimônia de posse da agora presidente Dilma Rousseff, Lula se despediu do povo em frente ao Palácio do Planalto
21:35
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18:46
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Como documentei no meu livro “Comunicação e Poder”, o poder reside no controlo da comunicação. A reação histérica dos EUA e outros governos contra o Wikileaks confirma-o. Entramos numa nova fase da comunicação política. Não tanto por se revelar segredos ou fofocas, mas porque se difundem por um meio que escapa ao aparelho do poder. A fuga de confidências é a fonte do jornalismo de investigação com que sonha qualquer meio de comunicação em busca de novidades (scoops no original). Desde Bob Woodward e o seu 'Garganta Funda' no Washington Post até às campanhas de Pedro J. na política espanhola, a difusão de informação supostamente secreta é prática habitual protegida pela liberdade de imprensa. A diferença é que os meios de comunicação estão inseridos num contexto empresarial e político susceptível a pressões quando as informações são comprometedoras. Daí que a discussão académica sobre se a comunicação pela Internet é um meio de comunicação, tem consequências práticas. Se o é (algo estabelecido na investigação) está protegida pelo princípio constitucional da liberdade de expressão, e os meios e os jornalistas deveriam defender o Wikileaks porque um dia pode tocar-lhes a eles. E ninguém questiona a autenticidadade dos documentos filtrados. De fato, jornais mundiais importantes estão a publicar e comentar esses documentos para regozijo e educação dos cidadãos que recebem um curso acelerado sobre as misérias da política nos corredores do poder (pois, por que é que Zapatero está tão preocupado?).
O problema, diz-se, é a revelação de comunicações secretas que poderiam dificultas as relações entres Estados (aquilo sobre o perigo para as vidas humanas é uma patranha). Na realidade, deveria medir-se esse risco em relação à ocultação da verdade sobre as guerras aos cidadãos que as pagam e sofrem. Em qualquer caso, ninguém duvida de que se essas informações chegaram aos meios de comunicação, estes também as quiseram publicar (outras coisa é poder). Mais, uma vez difundidas na rede, estão publicadas. O que põe em causa é a o controlo dos governos directa ou indirectamente. Uma questão tão fundamental, que motivou uma reacção sem precedentes nos EUA, com apelos ao assassinato de Assange por líderes republicanos e até colunistas do Washington Post, e um alarme mundial generalizado desde Chávez até Berlusconi, com a honrosa excepção de Lula e a reação significativa de Putin.
A esta cruzada para matar o mensageiro uniu-se a justiça sueca num história rocambolesca na qual o pseudo feminismo se aliou à repressão geopolítica. Acontece que as relações suecas de Julian Assange (alguém investiga a sua ligação aos serviços secretos?) denunciaram-nos porque em pleno ato (consentido) o preservativo rompeu-se, ela disse que não queria continuar e Assange não pode ou não quis interromper o coito e isto, segundo a lei sueca, poderia ser violação. O que não impediu que a violada organizasse, no dia seguinte, uma festa de despedida para Assange. Perante tamanho acto de terrorismo sexual, a Interpol emitiu o mandato de detenção europeu com o máximo nível de alerta, desmentindo que fosse por pressão dos EUA. E quando Assange se entregou em Londres, o juiz não aceitou o pagamento de fiança, talvez para enviá-lo para os EUA via Suécia.
Com o mensageiro sob rédeas, há que ir pela mensagem. Aqui começam as pressões que motivam a PayPal, a Visa, a Mastercard e o banco suíço do Wikileaks a fechar o cerco, que eliminam o domínio virtual e que a Amazon retire o servidor (o que não a impede de vender o conjunto completo dos documentos por 7 dólares). A contra ofensiva internauta não se fez esperar. Os ataques de serviços secretos contra ao site do Wikileaks fracassaram porque os servidores espelho proliferaram, ou seja, cópias imediatas dos sites existentes mas com outra direção. Por esta altura, existem mais de mil em funcionamento (se quiser ver a lista, pesquise no Google 'wikileaks.mirror'). Em represália à tentativa de silenciar o Wikileaks, Anonymous, uma conhecida rede hacker, coordenou os ataques contra as empresas e instituições que o fizeram. Milhares de anónimos juntaram-se à festa utilizando o Facebook e o Twitter, ainda que com crescentes restrições. Os amigos do Wikileaks no Facebook ultrapassaram o milhão e aumentam em uma pessoa por segundo. O Wikileaks distribuiu a 100 mil usuários um documento encriptado com segredos falsamente mais perigosos para os poderosos cuja chave se difundiria se a perseguição se intensificar.
A segurança dos Estados não está em jogo (nada do que foi revelado coloca um perigo à paz mundial nem era ignorado nos círculos do poder). O que se debate é o direito de o cidadão saber o que fazem e pensam os seus governantes. E a liberdade de informação nas novas condições da era da Internet. Como dizia Hillary Clinton na sua declaração em Janeiro de 2010: “A Internet é a infra-estrutura icónica da nossa era... Como ocorria nas ditaduras do passado, existem governos que apontam contra os que pensam de forma independente utilizando estes instrumentos”. Esta mesma reflexão aplica-se agora?
O tema chave está em que os governos podem espiar, legal ou ilegalmente, os seus cidadãos. Mas estes não têm direitos à informação sobre quem actua em seu nome, exceptuando a versão mais censurada que os governos constroem. Neste grande debate, as empresas da Internet auto proclamadas plataformas de livre comunicação e os médios tradicionais tão ciosos da sua própria liberdade, vão contradizer-se. A ciberguerra começou. Não uma ciberguerra entre Estados como se esperava, mas sim entre Estados e a sociedade civil internauta. Nunca mais os governos poderão ter a certeza de manter os seus cidadãos na ignorância das suas manobras. Embora hajam pessoas dispostas a fazer leaks numa Internet povoada de wikis, surgirão novas gerações de wikileaks.
Publicado originalmente no La Vanguardia
Por Esquerda.net
09:05
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Que nesse ano possamos sonhar
12:37
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A Petrobras alcançou em dezembro três novos recordes de produção de petróleo no Brasil: média mensal, anual e diária. A média mensal recorde de dezembro deverá ficar em torno de 2 milhões 120 mil barris por dia (bpd). O recorde anterior, obtido em abril deste ano, foi de 2 milhões 33 mil bpd. Confirmado esse resultado, o volume produzido no mês será 6,7% superior à produção de dezembro de 2009 e 4,4% acima da produção de novembro deste ano (2 milhões 30 mil bpd). Além do recorde mensal a empresa registrou mais um recorde diário. No dia 27 de dezembro a produção de petróleo chegou a 2 milhões 256 mil barris. Com esses resultados, a Companhia fecha 2010 com um patamar de produção superior a 2 milhões de barris por dia (2 milhões 3 mil bpd), o que configura, também, um novo recorde anual.
Ao longo do mês de dezembro a Petrobras bateu sucessivos recordes diários de produção: no dia 4 foram extraídos, dos campos nacionais, 2.088.560 barris de petróleo diários (bpd); no dia 5 a produção foi de 2.117.321 bpd; em 13/12 chegou a 2.154.518 bpd e no dia 24 atingiu 2.166.504 bpd.
Esse desempenho decorreu, principalmente, da entrada em operação, ao longo de dezembro, de cinco novos poços na Bacia de Campos: CHT-9 e BFR-3, nos campos de Cachalote e Baleia Franca, ambos interligados ao FPSO-Capixaba; JUB-9 e JUB-14, que produzem interligados à plataforma P-57, instalada recentemente no campo de Jubarte; CRT-43, batizado provisoriamente de Carimbé, que é um poço produtor do pré-sal do campo de Caratinga, conectado à plataforma P-48.
Com a contribuição desses cinco poços foi possível acrescentar mais de 100 mil barris por dia à produção da Petrobras no Brasil. É importante destacar também o elevado nível de eficiência operacional alcançado no mês pelas plataformas de produção de todas as Unidades Operacionais.
O bom desempenho dos campos localizados em áreas maduras das regiões Norte, Nordeste e do Estado do Espírito Santo também contribuiu para os resultados recordes. Graças ao esforço de revitalização realizado pela Petrobras, estes campos, que vinham apresentando produção declinante, conseguiram manter médias diárias de produção em torno de 213 mil barris de petróleo, durante o ano de 2010.
Outro destaque foi a entrada em produção do poço SPS-55, que deu início recentemente ao Teste de Longa Duração da área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos, com utilização da plataforma Dynamic Producer. Correio do Estado
10:13
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa o governo com recorde mundial e histórico de aprovação pessoal pela população. Segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira (29), Lula recebeu avaliação positiva de 87% dos entrevistados. De acordo com o presidente a CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade, o percentual é superior aos de outros líderes mundiais da atualidade, como Michelle Bachelet (ex-presidente do Chile) e Tabaré Vázquez (presidente do Uruguai), e até mesmo de ex-líderes históricos, como Nelson Mandela (ex-presidente da África do Sul), Margaret Thatcher (ex-primeira-ministra da Inglaterra) e Franklin Roosevelt (ex-presidente dos Estados Unidos).
- Fica claro que a economia, a melhora da renda, a atuação social e a facilidade de comunicação são fatores que o povo brasileiro reconhece como bons resultados do trabalho desenvolvido nos últimos anos.
O governo também bateu novo recorde de aprovação. A avaliação positiva chegou a 83,4%, a maior da série histórica iniciada em julho de 1998. No último levantamento, divulgado em 23 de novembro, o índice foi de 70%.
De acordo com o instituto Sensus, o governo de Lula só recebe avaliação negativa de 2,2% dos pesquisados, enquanto 13,7% dos entrevistados avaliaram a gestão como regular.
Foram entrevistadas 2.000 pessoas, em 136 municípios de 24 Estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro de 2010. Com Informações do R7
09:39
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“O programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida conseguiu atingir a meta de um milhão de moradias contratadas até o final de 2010. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, até hoje, as contratações somaram 1,003 milhão de unidades em todas as faixas de renda. Os investimentos totalizaram R$ 52,98 bilhões.“Alguns companheiros dos meios de comunicação disseram que a gente não ia conseguir fazer o contrato de um milhão de casas. Possivelmente, algumas pessoas estavam acostumadas com o tipo de governo que ficava sentado com a bunda na cadeira e não se importava de chamar seu companheiro para cobrar o que tinha de cobrar”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso, em Salvador, após divulgar o balanço do Minha Casa Minha Vida.
“Venho aqui para lavar a alma. Fizemos isso para dizer àqueles que duvidavam, que nunca mais ousem duvidar da capacidade de construção de casa dos trabalhadores brasileiros e do governo que está determinado a resolver o problema do déficit habitacional do país. Para aqueles que escreveram que não íamos entregar, que reescrevam e peçam desculpas”, afirmou.
Segundo Lula, a presidente eleita, Dilma Rousseff, terá a grande responsabilidade de provar aos “machistas” que as mulheres são “tão capazes ou mais dos que os homens”. “Se ela fracassar, os machistas de plantão vão dizer que o lugar de mulher era lavando chão, limpando coco de criança. Só que as mulheres têm tanto ou mais competência do que nós homens”, declarou.
(Fernando Taquari | Valor, com Agência Brasil)