sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso

A luta de classes política nos Estados Unidos
O nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso. Agora tudo gira em torno do dinheiro para as campanhas eleitorais que se tornaram incrivelmente caras. As eleições da metade do mandato tiveram um custo estimado de US$ 4,5 bilhões, e a maior parte desse dinheiro veio de grandes empresas e contribuintes ricos. Estas forças poderosas, muitas das quais operando de forma anônima sob as leis dos EUA, trabalham sem descanso para defender aqueles que se encontram no topo da pirâmide da riqueza.
O artigo é de Jeffrey Sachs.

Os Estados Unidos estão em rota de colisão consigo mesmo. O acordo firmado em dezembro entre o presidente Barack Obama e os republicanos no Congresso para manter os cortes de impostos iniciados há uma década pelo presidente George W. Bush está sendo saudado como o começo de um novo consenso bipartidário. Creio, ao contrário, que é uma falsa trégua naquilo que será uma batalha campal pela alma da política estadunidense.

Do mesmo modo que ocorre em muitos países, os conflitos sobre a moral pública e a estratégia nacional se reduzem a questões envolvendo dinheiro. Nos Estados Unidos, isso é mais certo do que nunca. O país tem um déficit orçamentário anual ao redor de US$ 1 trilhão, que pode aumentar ainda mais como resultado de um novo acordo tributário. Esse nível de endividamento anual é demasiadamente alto. É preciso reduzi-lo, mas como?

O problema é a política corrupta e a perda de moral cívica dos EUA. Um partido político, o Republicano, aposta em pouco mais do que reduzir os impostos, objetivo que coloca acima de qualquer outro. Os democratas têm um leque mais amplo de interesses, como o apoio ao serviço de saúde, a educação, a formação e a infraestrutura. Mas, como os republicanos, também estão interessados em presentear com profusão cortes de impostos para seus grandes contribuintes de campanha, entre os quais predominam os estadunidenses ricos.

O resultado é um paradoxo perigoso. O déficit orçamentário dos EUA é enorme e insustentável. Os pobres são espremidos pelos cortes nos programas sociais e um mercado de trabalho fraco. Um em cada oito estadunidenses depende de cartões de alimentação para comer. No entanto, apesar deste quadro, um partido político quer acabar com as receitas tributárias por completo, e o outro se vê arrastado facilmente, contra seus melhores instintos, na tentativa de manter contentes seus contribuintes ricos.

Este frenesi de cortes de impostos vem, incrivelmente, depois de três décadas de um regime tributário de elite nos EUA, que favoreceu os ricos e poderosos. Desde que Ronald Reagan assumiu a presidência em 1981, o sistema orçamentário dos Estados Unidos se orientou para apoiar a acumulação de uma imensa riqueza no topo da pirâmide da distribuição de renda. Surpreendentemente, o 1% mais rico dos lares estadunidenses tem agora um valor mais alto que o dos 90% que estão abaixo. A receita anual dos 12 mil lares mais ricos é maior que o dos 24 milhões de lares mais pobres.

O verdadeiro jogo do Partido Republicano é tratar de fixar em seu lugar essa vantagem de receitas e riquezas. Temem, corretamente, que cedo ou tarde todo o mundo comece a exigir que o déficit orçamentário seja atacado, em parte, elevando os impostos para os ricos. Depois de tudo o que ocorreu, os ricos vivem melhor do que nunca, enquanto que o resto da sociedade estadunidense está sofrendo. Tem todo sentido aplicar mais impostos aos mais ricos.

Os republicanos se propõem a evitar isso a qualquer custo. Até aqui tiveram êxito. Mas querem fazer com que sua vitória tática – que propõe o reestabelecimento das taxas tributárias anteriores a Bush por dois anos – seja seguida por uma vitória de longo prazo na próxima primavera. Seus líderes no Congresso já estão dizendo que vão cortar o gasto público a fim de começar a reduzir o déficit.

Ironicamente, há um âmbito onde certamente se justifica fazer grandes cortes orçamentários: as forças armadas. Mas esse é o tema que a maioria dos republicanos não vai tocar. Querem cortar o orçamento não mediante o fim da inútil guerra no Afeganistão e a eliminação dos sistemas de armas desnecessários, mas sim cortando recursos da educação, da saúde e de outros benefícios da classe pobre e trabalhadora.

Ao final, não creio que o consigam. No momento, a maioria dos estadunidenses parece estar de acordo com os argumentos republicanos de que é melhor diminuir o déficit orçamentário mediante cortes de gastos ao invés de aumento de impostos. No entanto, quando chegar a hora de fazer propostas orçamentárias reais, haverá uma reação cada vez maior.

Prevejo que, empurrados contra a parede, os estadunidenses pobres e da classe trabalhadora começarão a se manifestar por justiça social.
Isso pode levar tempo. O nível de corrupção política nos Estados Unidos é assombroso. Agora tudo gira em torno do dinheiro para as campanhas eleitorais que se tornaram incrivelmente caras. As eleições da metade do mandato tiveram um custo estimado de US$ 4,5 bilhões, e a maior parte desse dinheiro veio de grandes empresas e contribuintes ricos. Estas forças poderosas, muitas das quais operando de forma anônima sob as leis dos EUA, trabalham sem descanso para defender aqueles que se encontram no topo da pirâmide da riqueza.

Mas não nos equivoquemos: ambos partidos estão implicados. Já se fala que Obama vai arrecadar US$ 1 bilhão ou mais para sua campanha de reeleição. Esta soma não virá dos pobres.

O problema para os ricos é que, tirando os gastos militares, não há mais espaço para cortar o orçamento do que em áreas de apoio básico para a classe pobre e trabalhadora. Os EUA realmente vão cortar os auxílios de saúde e as aposentadorias? O orçamento será equilibrado reduzindo-se o gasto em educação, no momento que os estudantes dos EUA já estão sendo superados por seus colegas da Ásia? Os EUA vão, de fato, permitir que sua infraestrutura pública siga se deteriorando? Os ricos tratarão de impulsionar esse programa, mas ao final fracassarão.

Obama chegou a poder com a promessa de mudança. Até agora não fez nenhuma. Seu governo está cheio de banqueiros de Wall Street. Seus altos funcionários acabam indo se unir aos bancos, como fez recentemente seu diretor de orçamento, Peter Orszag. Está sempre disposto a atender os interesses dos ricos e poderosos, sem traçar uma linha na areia, sem limites ao “toma lá, dá cá”.

Se isso seguir assim, surgirá um terceiro partido, comprometido com a limpeza da política estadunidense e a restauração de uma medida de decência e justiça. Isso também levará um tempo. O sistema político está profundamente ligado aos dois partidos no poder. No entanto, o tempo da mudança virá. Os republicanos acreditam que têm a vantagem e podem seguir pervertendo o sistema para favorecer os ricos. Creio que os acontecimentos futuros demonstrarão o quanto estão equivocados.

(*) Jeffrey Sachs é professor de Economia e Diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia. Também é assessor especial do secretário geral das Nações Unidas sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Traduzido do inglês para www.project-syndicate.org por David Meléndes Tormen.

Tradução para Carta Maior: Katarina Peixoto

Por
Carta Maior

Aeroportos terão R$ 2,7 bilhões para investimentos em 2011

Os frequentes atrasos nos voos domésticos e internacionais parecem refletir o desempenho dos investimentos no setor, apontado como um dos principais gargalos estruturais do país. Mas enquanto passageiros e companhias seguem em busca de soluções para o problema, o governo promete investir R$ 2,7 bilhões nos aeroportos em ao longo deste ano. Parte do compromisso, cerca de R$ 479,5 milhões, sairá do Orçamento Geral da União (OGU) direta e exclusivamente para construções, reformas e ampliações aeroportuárias. Outros R$ 2,2 bilhões podem ser investidos pela estatal Infraero em obras e serviços de engenharia e na aquisição de equipamentos e mobiliários para os terminais.

O primeiro valor integra a peça orçamentária de 2011, que ainda aguarda a sanção presidencial, e curiosamente representa uma redução de 9% em relação aos R$ 525,4 milhões previstos no orçamento de 2010. Da quantia global computada no OGU deste ano, 62% (R$ 299,2 milhões) referem-se a reformas e ampliações de aeroportos e aeródromos de interesse nacional e estadual. Os demais recursos são distribuídos entre as cinco regiões do país e alguns aeroportos específicos (veja a tabela).

Já os R$ 2,2 bilhões da estatal dizem respeito aos investimentos previstos no Programa de Dispêndio Global da Infraero para 2011. Apesar de vultoso, grande parte do valor pode não decolar. Isso porque, em média, a execução dos investimentos da empresa permaneceu pela metade nos últimos seis anos. Entre 2004 e 2009, a Infraero investiu R$ 2,2 bilhão de uma dotação prevista de R$ 5,6 bilhões para investimentos – 40% de execução (veja a tabela).

De acordo com o Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as Contas do Governo no exercício de 2009, os investimentos em aeroportos têm sido insuficientes para acompanhar o crescimento da demanda. Segundo o ministro relator Raimundo Carreiro, a demanda, que na última década ficou acima de 77% e em 2009 cresceu 17%, “deverá se acentuar pela aproximação de grandes eventos esportivos internacionais [Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016] a serem realizados no Brasil nos próximos anos, sendo urgente a necessidade de a Infraero ampliar sua capacidade de investir”.

Em 2010, segundo o último balanço oficial divulgado pela Infraero, a empresa investiu, até outubro, R$ 358 milhões de um total de quase R$ 1,6 bilhão previsto para o ano, o que corresponde a 22% de realização. Segundo a estatal, os aeroportos diretamente relacionados às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 receberão ao todo investimentos de R$ 5,6 bilhões. Deste total, a Infraero investirá, entre 2011 e 2014, cerca de R$ 5,2 bilhões nos empreendimentos previstos para ampliar a capacidade dos 13 aeroportos sob a administração da estatal. Clique aqui para ver os investimentos necessários nos aeroportos até a Copa.

Milton Júnior Do Contas Abertas

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Internet ultrapassa TV nos EUA na preferência de busca por notícias pelos jovens

“De 2007 a 2010, a quantidade de pessoas entre 18 e 29 anos que buscam por notícias na internet dobrou, segundo dados da Pew Research Center for the People and the Press, divulgados nesta terça (04). A porcentagem variou de 34% para 65%, enquanto a televisão registrou queda de 68% para 52%.

Alguns dos números da pesquisa extrapolam a margem de 100% uma vez que os consultados poderiam escolher mais de um meio para busca de informações, mesmo que tenham preferência por um deles - 68% preferem internet e 52% optam por TV, por exemplo.

Considerando a margem normal de 100% e uma escolha única de busca por notícias, a internet também registra crescimento, sendo a preferida por 41% dos entrevistados. Nesse quesito, o aumento, desde 2007, foi de 17%.

A pesquisa, segundo informa o portal britânico Journalism.co.uk, foi feita com 1,5 mil pessoas no último mês de dezembro e indicou que a internet logo se tornará a principal fonte de notícias, ultrapassando também os jornais impressos.”
Foto (Gráfico): Reprodução

Redação, Portal IMPRENSA



WikiLeaks: Maquina de guerra econômica

Se o ciber-ataque de Assange contra os grandes bancos for o que foram as manifestações pelos direitos civis contra outras instituições, o que Wall Street usará como canhões d’água para “dispersar” os manifestantes? Por Laura Flanders, The Notion (Blog da The Nation)

Até agora, a WikiLeaks têm concentrado os seus esforços na política externa dos EUA, das guerras à diplomacia. Embora poucas acções concretas tenham sido tomadas em resposta às fugas, o próximo alvo da WikiLeaks pode desencadear uma reação diferente.

As acções do Banco da América caíram 3% na 4.ª feira, depois de Julian Assange ter dado indicações de que tem cerca de 5 gigabytes de documentos que revelam algumas toneladas de comportamento bancário ‘não ortodoxo’ – para dizer o mínimo.

“Todos sabem que o Banco da América fez aquisições horrendas, que assumiu toneladas de papéis podres. Se relataram tudo, e se esses relatórios vazaram, o mais provável é que o Banco da América esteja tecnicamente falido” – escreveu Barry Ritholtz, blogger especialista em finanças.

Mas já se sabe que houve muitos erros de administração e até fraude em Wall Street. O que, então, Assange pode ter sobre o banco, que ainda não se saiba? Dado que já se sabe que o Banco da América assaltou património dos EUA, o que poderia ainda perturbá-los, caso venha a público?

O mais provável, contudo, é que a questão seja não o futuro, depois das fugas, mas o presente e o passado, antes delas. Ritholtz observou que é possível que a máxima perturbação seja exactamente esse “sacudir a árvore e perturbar o status quo.” E o próprio Assange já escreveu muito sobre esse tema.

Num dos seus ensaios, Assange observa que “Quanto mais secreta, menos transparente e menos justa é uma organização, mais as fugas causam pânico e paranóia entre os responsáveis, os apoiantes e os encarregados do planeamento.”

A ser assim, estamos a olhar para o lado errado se insistimos em só prestar atenção ao que for feito depois das fugas. Muito mais interessante é analisar as fugas como movimento que vise o resultado de longo prazo; como movimento que vise mais revelar uma disfunção no coração das mais poderosas instituições contemporâneas e possivelmente desestabilizá-las, gerando algum tipo de super-reação.

Pensem nas manifestações pelos direitos civis que se organizaram em balcões de bares e que foram manifestações em que os cidadãos apenas ocupavam os espaços, sem qualquer movimento [os chamados “sit-ins”], atualizadas para o século 21.

Se o ciber-ataque de Assange contra os grandes bancos for o que foram as manifestações pelos direitos civis contra outras instituições, o que Wall Street usará como canhões d’água para “dispersar” os manifestantes? Talvez acabem, pelo medo e pelo excesso na reacção, por molhar só as próprias calças. Mal posso esperar para ver acontecer!

Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu. Publicado em Redecastorphoto

Por Esquerda.net



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Brasil registra novo recorde de vendas em 2010

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgou nesta quarta-feira (05) o balanço de emplacamentos do ano. Segundo a entidade, o setor expandiu 11,91% na comparação com 2009. Ao todo, saíram das concessionárias 3.515.120 veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus).

Este é o quarto recorde consecutivo de vendas registrado pela indústria automobilística nacional. O último havia sido o de 2009, com 3,14 milhões de unidades emplacadas. Entre as montadoras, a Fiat manteve a liderança, mas o carro mais vendido continua sendo o Volkswagen Gol.

Correio do Estado

América Latina lidera em otimismo de empresas, indica pesquisa

As empresas latino-americanas são as mais otimistas do mundo em relação ao comportamento da economia em 2011, segundo indica uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela companhia internacional de contabilidade Grant Thornton.

De acordo com a pesquisa, os empresários latino-americanos mostram um índice líquido de otimismo de 75%, em uma escala entre -100% (pessimismo total) e 100% (otimismo total).

As empresas chilenas são as mais otimistas com a economia em 2011, com um índice líquido de 95%. O Brasil, que aparece em 5º entre os 39 países pesquisados, é o segundo latino-americano com o maior índice de otimismo (79%).

As empresas da região da Ásia e Pacífico (excluindo o Japão), que no ano passado se mostravam as mais otimistas na pesquisa anual da Grant Thorton, neste ano aparecem em segundo lugar, com um índice de 50%.

A queda se explica pela redução do otimismo em países como a China (de 60% para 42%), a Austrália (de 79% para 37%) e a Nova Zelândia (de 66% para 35%).

Quando incluído o Japão, que tem o maior pessimismo entre os países pesquisados (-71%), o índice da região da Ásia e Pacífico cai para 5%, atrás da América do Norte (26%) e da Europa (22%).

Se considerados os países do grupo BRIC em conjunto (Brasil, Rússia, Índia e China), o índice de otimismo entre as empresas caiu de 60% para 54% no último ano, em contraste com o aumento de 2% para 22% entre os países da zona do euro.

Impulso brasileiro

Para o presidente executivo da Grant Thornton International, Ed Nusbaum, o foco nas economias emergentes têm sido concentrado nos últimos anos nos BRICs, mas a pesquisa mostra que a América Latina em geral também está em um bom caminho.

“Se a atual confiança das empresas se traduzir em crescimento generalizado e sustentado, a próxima década poderá ver a América Latina atingir seu potencial. Se a história econômica da última década foi sobre os BRICs, esses resultados sugerem que a próxima década será da América Latina”, afirmou.

Segundo ele, o sucesso da economia brasileira teve um grande impacto sobre a região, com a disseminação do otimismo entre os vizinhos.

“Também é impossível ignorar os efeitos dominó na região desde que o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Esses eventos proverão um verdadeiro impulso econômico para toda a América Latina e o anúncio se traduziu sem dúvida em uma sensação de confiança e otimismo”, afirma.

Além do Chile e do Brasil, a pesquisa mostra um grande otimismo entre as empresas argentinas (70%, em 10º lugar no ranking) e mexicanas (64%, em 14º).

Maior otimismo

O otimismo das empresas brasileiras está em seu maior nível desde que o país começou a ser incluído na pesquisa, em 2007, quando o índice ficou em 47%. No ano passado o índice de otimismo das empresas brasileiras foi de 71%.

Dos dez países mais pessimistas, oito são europeus. Além do Japão, o mais pessimista da lista, apenas os Estados Unidos, com índice de 23%, aparece entre os últimos dez do ranking, em 31º lugar.

Espanha (índice -50%), Irlanda (-45%) e Grécia (-44%), que enfrentam graves crises econômicas e de confiança, aparecem logo acima do Japão na parte inferior do ranking, seguidos de Grã-Bretanha (8%), França (10%), Itália (13%) e Holanda (19%).

Entre os mais otimistas, após o Chile, aparecem Índia (93%), Filipinas (87%) e Suíça (85%).

A pesquisa da Grant Thornton ouviu 5.700 presidentes e diretores de empresas de médio e grande porte nos 39 países pesquisados entre novembro e dezembro do ano passado.

De BBC Brasil

Em 2010, Globo teve pior audiência de sua história

“Quase todas as principais emissora de televisão aberta sofreram queda de audiência em 2010. Dentre essas, justamente a mais assistida foi a que desceu mais; a Globo, segundo números do Ibope divulgados pelo jornal Estado de S.Paulo, perdeu 5% do que tinha no ano retrasado, indo de 17,4 pontos para 16,5.

O único canal que não caiu foi a Record, que teve acréscimo de 1% (de 7,3 pontos para 7,4), mas as outras se deram mal. SBT foi de 5,6 pontos em 2009 para 5,4 em 2010, RedeTV!, de 1,6 a 1,5, e Band, de 2,6 para 2,5.

A quantidade de aparelhos ligados não sofreu alterações, permaneceu em 42,6%, mas a medição não distingue canal aberto, pago, DVD ou videogame, então conclui-se que quem perdeu mesmo foi a TV aberta.

As quedas da Globo

O caso da Globo é mais grave porque o ano passado foi o que a fez amargar sua pior média de audiência da história. Em 2001, fechou com 19,2 pontos; em 2002, 20,3; em 2003, 21; em 2004, 21,7; em 2005, 21; e, em 2006, 21,4. Foi então que começou a declinar fortemente, tendo marcado 18,7 pontos em 2007, 17,4 em 2008 e os mesmos 17,4 de 2009.

Além disso, o canal da família Marinho perdeu muito em sua porcentagem dentre os televisores ligados (share). Em 2009, estava presente em 40,9% dos lares, enquanto no ano passado viu essa parcela baixar para 38,8%.

Nesse quesito a Record também foi a única que se deu bem, indo de 17% para 17,6%. O SBT foi de 13,6% para 12,6%; RedeTV!, de 3,8% para 3,6%; e, a Band, de 2,6% para 2,5%.” adNews

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